Sete razões para conhecer o Camboja

Sete razões para conhecer o Camboja

Atualizado: Segunda-feira, 23 Maio de 2011 as 8:32

Ainda pouco conhecido dos viajantes, o país do Sudeste Asiático fascina com sua cultura milenar, belas praias, templos grandiosos e deliciosa gastronomia Com praias tão belas e bem mais vazias do que as da vizinha Tailândia, cozinha delicada e aromática, místicos templos e uma capital cosmopolita, o Camboja é um dos destinos mais empolgantes do Sudeste Asiático. Uma visita ao país, ainda em reconstrução após uma guerra civil que matou quase um terço da população, é uma aula de história, um deleite arquitetônico e um exemplo tocante de sobrevivência. Ao pensar no Camboja talvez apenas uma ou três coisas te venham à cabeça: Angelina Jolie e seu filhinho adotivo, pobreza ou Guerra Civil. Quem sabe Angkor Wat. E você não está sozinho: o fato é que o turismo no Camboja ainda está anos-luz atrás dos populares vizinhos Vietnã e Tailândia. Este desconhecimento traz inúmeras vantagens para quem topa desbravar os caminhos menos percorridos: preços baixos, reservas naturais virgem e a possibilidade de conjugar turismo e real aventura em uma só viagem. Descubra o que o país de cultura milenar tem de melhor para oferecer ao visitante.

A capital Phnom Penh Centenas de monges cobertos em vestes cor de açafrão caminham tranquilamente em bulevares arborizados, rumo aos templos budistas. O contraste é nítido face à cacofonia de motos, tuk-tuks, bicicletas e veículos que disputam um lugar nas ruas. Os mercados - ricos em sedas, comidas, pechinchas diversas e souvenires - borbulham desde as 6 da manhã. Um grupo de turistas ingleses bebe chope vendidos a 50 centavos de dólar às margens do rio Tonlé Sap, enquanto um elefante caminha tranquilamente pelas ruas. Phonm Penh (Pronuncia-se Nón Pén), uma das capitais mais atraentes do Sudeste Asiático é relativamente pequena. A maior parte das suas atrações fica no centro, seu bairro mais agradável, e podem ser percorridas à pé. Reserve ao menos 2 dias para sua visita, idealmente três.

Palácio Real e o Pagoda de Prata

Ao visitar a residência do Rei Norodom Sihamoni, construída no século XIX, lembre-se de usar uma roupa que cubra suas pernas e ombros. O Palácio, com seus domos khmer e detalhes dourados é ponto de referência visual e atração mais ilustre da capital do país. Um santuário de paz dentro da agitada metrópole, o complexo abriga pavilhões de arte, jardins exuberantes e inúmeros templos construídos no tradicional estilo arquitetônico Khmer. Indispensável é a visita ao Pagoda de Prata, dentro do complexo, que deve seu nome ao chão construído com mais de 5 mil placas do metal precioso, cada uma pesando 1kg. Budas em cristal Baccarat, ouro, mármore e pedras preciosas, assim como artesanatos, jóias e afrescos dão uma amostra de todo o brilho e riqueza da arte Khmer. Endereço: Blvd. Samdech Sothearos, 100 metros ao norte da Street 240

Horário: aberto todos os dias, das 7h30 às 11h e das 14h30 às 17h (reserve no mínimo 2 horas para a visita)

Entrada: US$ 3 por pessoa, US$ 2 por câmera fotográfica e US$ por filmadora (não é permitido fotografar ou filmar no Pagoda de Prata).

Comida deliciosa e surpreendente

Coloque numa panela um pitada de ervas vietnamitas, umas colheradas de molhos tailandeses, misture tudo ao jeito chinês e não esqueça o curry da Índia: a cozinha khmer é uma grata mistura de tudo o que a Ásia tem de melhor, sempre feita com ingredientes frescos e geralmente cozidos no carvão. Comer no Camboja é extremamente barato: por menos de um dólar você pode provar stir-fry, rolinhos primavera, baguetes e frutas frescas nos carrinhos dos vendedores de rua. Outra opção para comer bem e barato são os mercados, onde diversas barracas se aglomeram numa espécie de praça de alimentação, cada uma com sua especialidade. Em cidades litorâneas, como Sihanoukville, os frutos do mar são abundantes e super em conta: um curry de camarões graúdos e arroz à moda Khmer sai por cerca de 3 dólares nos restaurantes à beira da praia. Não deixe de provar o Fish Amok, um peixe feito com leite de côco e cozido a vapor numa folha de bananeira. Também não faltam restaurantes internacionais na capital e em Siem Reap.

A triste história recente A face mais cruel da história do Camboja ainda está fresca. Qualquer cambojano com mais de 35 anos fez parte do experimento social mais sangrento do século XX, seja como vítima ou como carrasco. Milhões de pessoas foram forçadas a deixar seus lares e trabalhar em campos de concentração. Eles perderem membros da família que morreram de fome, doenças ou assassinato. O Khmer Rouge (partido comunista do Camboja) tentou eliminar qualquer pessoas que tivesse estudo. Intelectuais, artistas, professores, médicos, engenheiros? quase todos foram assassinados. Apenas os ?puros? e ?não-corruptos? camponeses, ou aqueles que conseguiram enganar os executores foram poupados. Para viver, você tinha que ser muito esperto ao se fingir de bobo. Para aprender mais sobre a triste história do Camboja, não deixe de visitar o museu Tuol Sleng, em Phnom Phenh, um antigo centro de tortura e detenção das vítimas do massacre. Outro lugar arrepiante é o Choeung Ek, a cerca de 15km da capital, um antigo campo de extermínio que hoje abriga um museu, valas comuns e uma torre de vidro repleta de caveiras humanas. Tuol Sleng Genocide Museum

Endereço: Street 113

Horário: aberto todos os dias, das 7h30 às 11h e das 14h às 17h

Entrada: US$ 2 por pessoa Choeung Ek Genocidal Center

Endereço: Choeung Ek Commune, Dangkor District , Phnom Penh

Horário: aberto todos os dias das 8am à 5pm

Entrada: US$ 5 por pessoa

A Terra do Nunca dos adultos: Sihanoukville O principal balneário do país, na costa sul, é a terra dos excessos. Venha para comer como rei, beber feito esponja e festejar como se todo dia fosse sábado, gastando quase nada. Bares oferecem ?buckets? ? ou baldes ? com garrafinhas de cerveja gratuitamente pra quem se apresenta na hora certa. Ah, sim: as praias têm areia branca e ilhas tropicais preservadas. Apesar de Sihanoukville estar se desenvolvendo rapidamente, o balneário ainda tem um charme rústico. Cada centímetro da Serendipity Beach, a praia mais frequentada da cidade, foi tomada por inúmeras barracas quase idênticas, com confortáveis cadeiras estofadas, lounges e até wi-fi de graça. O público é quase todo formado por mochileiros europeus e o clima é de festa o ano todo. Aqui você encontra hospedagem com ótimo custo-benefício, a partir de US$7 por noite.

Os templos de Angkor Siem Reap, destino obrigatório (e às vezes único) de quem vem ao Camboja, é ponto de partida para o que algumas pessoas chamam oitava maravilha do mundo: Angkor Wat. O templo, que estampa a bandeira nacional, que dá nome à cervejas e hotéis, é muito mais do que uma obra de arte arquitetônica: ele é o epicentro e fonte maior de orgulho da civilização Khmer, um casamento estonteante de espiritualidade e simetria. Angkor Wat é considerado o maior edifício religioso do mundo. O complexo Angkor, que conta com quase mil ruínas de templos em diferentes estados de conservação pode ser visitado de tuk-tuk, carro ou bicicleta, em passes de 1, 3 ou 7 dias. Além de Angkor Wat, é bastante célebre o templo de Ta Prohm, cenário do filme Tomb Raider. Horário: aberto todos os dias entre 5h30 e 17h30

Entrada: US$20 por 1dia, US$40 por 2 dias, US$60 por 7 dias

Aventura e Natureza à bordo de uma scooter Quem se aventura a sair do circuito padrão de turismo é altamente recompensado. Você pode alugar uma scooter por US$5 por dia e desfrutar de estradas panorâmicas e vazias, e matar sua sede de aventura. É o momento de interações mais autênticas com o povo local, que fala com você sem tentar te vender alguma coisa a toda hora. Krong Koh Kong, no sudoeste do país, é um lugar perfeito para você curtir uma experiência mais rústica: praias de água cristalina acessíveis apenas de barco, manguezais, montanhas, florestas e cachoeiras quase desertas. Na pequena cidade há uma oferta abundante de hotéis e pousadas confortáveis, além de diversos restaurantes. De Krong Koh Kong você pode atravessar para a Tailândia, que fica a 10 km de distância.

Mas não esqueça: nada de caminhar fora das trilhas marcadas. Calcula-se que ainda há cerca de 4 milhões de minas enterradas e não detonadas, espalhadas em todo o país. E que ainda matam ou ferem centenas de pessoas por ano, em sua maioria crianças brincando nos campos e arrozais.  

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