Sólida, Berlim se reinventa e dribla crise

Sólida, Berlim se reinventa e dribla crise

Atualizado: Quinta-feira, 3 Novembro de 2011 as 11:26

Depois de recuperar o status de capital alemã, em 1990, a cidade edificou o espaço aberto pelo fim do muro. Recriou locais como a Potsdamer Platz, com seu complexo de entretenimento Sony Center. E, para isso, reuniu grandes nomes da arquitetura, caso de Helmuth Jahn e, também, de Renzo Piano, Arata Isozaki e Frank Gehry.

Nem o Reichstag escapou da febre de construções -e foi atualizado com cúpula do britânico Norman Foster.

Silvio Cioffi/Folhapress

Menino examina imagem em poste próximo ao Reichstag, prédio que protagonizou eventos históricos em Berlim.

NOVO FANTASMA RONDA

Enquanto o espectro da derrocada ronda a Grécia, a Alemanha, fiadora do euro e credora de inúmeros países europeus, luta para evitar o pior mantendo a chanceler Angela Merkel (cujo cargo lá corresponde ao de primeiro-ministro) empenhada em driblar intempéries econômicas. Com 3,4 milhões de habitantes, Berlim é a oitava cidade mais populosa da Europa.

Originada no século 13, quando surgiu à beira do rio Spree, foi capital da Prússia, em 1701; do Império Alemão, entre 1871 e 1918; da República de Weimer, de 1919 a 1932; e, também, do famigerado Terceiro Reich (1933-1945), quando, mergulhada no pesadelo da guerra, teve 70% dos seus prédios destruídos.

Dividida, sobreviveu esquartejada, mantendo dois lados: um pró-soviético e outro ocidental. Reconstruída após o fim do muro, criou monumentos que repudiam o Holocausto hitlerista. Cênica e ultracontemporânea, precisa ser (re)visitada.

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