SP: Ciclovias são opções de lazer e tráfego alternativo na Baixada Santista

SP: Ciclovias são opções de lazer e tráfego alternativo na Baixada Santista

Atualizado: Quarta-feira, 20 Janeiro de 2010 as 12

Motivos não faltam para as cidades investirem em ciclovias. Seja como uma forma de redução dos congestionamentos (e consequentemente da preservação do meio ambiente) ou para a promoção do bem-estar através do exercício físico em contato com a natureza. A região metropolitana da Baixada Santista, litoral de São Paulo, vem priorizando, nos últimos anos, este tipo de projeto. Hoje, seus nove municípios contam com cerca de 190 km de vias especiais ao ciclista e ainda segundo o Plano Cicloviário Municipal - PCM, criado pelas prefeituras juntamente a AGEM (Agencia Metropolitana da Baixada Santista), este número deve dobrar e chegar a 400 km até 2011.

Praia Grande, por exemplo, tem a maior malha cicloviária do Estado. São 68 km de pistas exclusivas, duas vezes mais do que a cidade de São Paulo, instaladas nas principais avenidas da cidade: Ayrton Senna, Castelo Branco (a maior delas, com cerca de 22 km), marginais Ministro Marcos Freire e Roberto Almeida Vinhas, além das avenidas São Paulo e Trabalhador.

Mais duas vias estão em construção. Uma é a da Avenida Presidente Kennedy, principal corredor comercial do município. Até o momento, 7,5 km de extensão já foram concluídos, do total de 9 km que terá no final das obras. A outra fica na Avenida Roberto de Almeida Vinhas (trecho que vai do Bairro Mirim até o Caiçara). Atualmente, 3,6 km da ciclovia já foram finalizados. A obra terá 10,760 km de extensão, interligando Praia Grande com a cidade de Mongaguá.

Se Praia Grande ganha em malha cicloviária se comparada à outras regiões do Estado, Guarujá é a cidade da Baixada Santista que tem o maior número de bicicletas, cerca de 150 mil. Isso representa quase um terço a mais do que carros circulando no município, 70 mil.

Guarujá tem mais de 26 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas - faixas exclusivas para bicicletas na mesma pista dos automóveis. A perspectiva da atual administração é que sejam construídos mais 30 km até o fim de 2012. Com esses números, a cidade se tornará a segunda maior rede cicloviária da Região Metropolitana da Baixada Santista, ficando atrás somente de Praia Grande.

Já Santos tem atualmente uma infraestrutura cicloviária de aproximadamente 20 km. Por ela, os ciclistas têm acesso aos 12 bairros da cidade: da Zona Leste ao Cais, no eixo formado pelas avenidas Francisco Glicério e Afonso Pena, que liga o Canal 1 ao Porto. Na Vila Mathias, localizada na Avenida Rangel Pestana, que faz a ligação da Avenida Ana Costa à Rua Brás Cubas. E, por fim, na entrada da cidade, a ciclovia que liga a Zona Noroeste ao Centro Histórico, a mais antiga do município. Com isso, o local obteve por dois anos seguidos (2007 e 2008) o título de Cidade Amiga da Bicicleta.

São Vicente completa este cenário com seus 14 Km de ciclovias, interligando os bairros do Parque das Bandeiras ao Jardim Rio Branco; Quarentenário à ponte A Tribuna, da divisa da Praia Grande até a Ponte Pênsil, e da Ilha Porchat até a divisa de Santos.

Por Raquel Santos

Foto: Tadeu Nascimento

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