Trilha Inca: rota é reaberta para turismo e leva a Machu Picchu

Trilha Inca: rota é reaberta para turismo e leva a Machu Picchu

Atualizado: Quarta-feira, 9 Março de 2011 as 2:40

Os 40 quilômetros que levam à cidade sagrada dos incas, Machu Picchu, no alto dos Andes peruanos e no meio de uma selva espessa, estão tinindo. Após um mês dedicado a recuperar o estado das escadas, tirar as plantas que cresceram no último ano e garantir que não ocorrerão deslizamentos de terra por causa das chuvas, o Camino del Inca foi reaberto para visitas. A trilha Inca é a melhor escolha para quem quer descobrir os mistérios daquela região, que ficou escondida desde a queda do Império do Tawantinsuyu (império incaico) a mãos dos espanhóis, até um século atrás, quando foi descoberta por uma expedição da National Geographic.

Mistério e nuvens envolvem as construções feitas com enormes blocos de pedra, cortados e encaixados com precisão milimétrica. Como foi construída; qual o seu propósito; qual o seu nome original são perguntas que geram discussões entre os estudiosos. Cabem aos turistas desfrutarem a passagem imponente e a delicada arquitetura, sinais de uma civilização sofisticada. Apesar de muito avançada, a civilização incaica - que ocupou boa parte dos territórios do Peru, Bolívia, Equador, Norte do Chile e Argentina, e sul da Colômbia -, não desenvolveu a escrita, fato pelo qual grande parte de sua cultura e de sua história permanecem ocultos para nós.

O Camino del Inca é parte dos 30.000 km da rede de estradas construídas pelos incas. A rota apresenta túneis, pontes de madeira, rios, selva e é feito em grande parte sobre as pedras e os degraus colocados originalmente pelos próprios incas. Pode ser percorrida em, aproximadamente, quatro dias. Mochila nas costas para conhecer outros vestígios arquitetônicos e arqueológicos e descanso em acampamentos bastante simples. Alcançando alturas de mais de 4.200m, com subidas íngremes, o caminho exige bastante esforço. Mas vale a pena. Tanto que o limite de 500 pessoas por dia, estabelecido para evitar a degradação do local, é atingido e recomenda-se que a reserva seja feira com antecedência.

A saída é de Cuzco em camionete, em uma excursão contratada (é proibido ir sem guia), até chegar ao ponto de partida da caminhada, em Piskacucho. De lá, são quatro dias e três noites; o regresso se faz em um trem confortável e bastante rápido. Pelo preço de US$ 375 (pouco mais de R$ 600) o turista tem direito a um pacote: direito de ingresso, alimentação, carregadores que levam apenas as barracas, fogão entre outros elementos de suporte. Pode ser pedido ajuda adicional para carregar as mochilas. Faz bastante frio à noite e, por isso, é recomendável ter agasalho suficiente e um bom saco de dormir, que pode ser alugado em Cuzco.

Para quem tem medo de altura, existem remédios preventivos, como o chá de coca ou as próprias folhas de coca, mastigadas à maneira dos índios.

veja também