Turismo de cruzeiros regionais cresce com retração econômica

Turismo de cruzeiros regionais cresce com retração econômica

Atualizado: Quinta-feira, 29 Outubro de 2009 as 12

Os gastos em cruzeiros cresceram em uma economia em baixa em destinos visitados por membros da empresas de cruzeiros da FCCA (Florida-Caribbean Cruise Association).

O turismo de cruzeiro incrementou as receitas em portos e negócios na Flórida, América Latina e no Caribe em um dos anos financeiros mais obscuros desde a Grande Depressão, de acordo com um estudo da BREA (Business Research and Economic Advisors) encomendado pela FCCA.

A BREA divulgou que os turismos de cruzeiro regionais da FCCA em 2008-2009 criaram mais de US$2,2 bilhões em despesas diretas, 56 mil empregos e US$ 720 milhões em salários a funcionários entre os 29 destinos pesquisados.

"As notícias são realmente maravilhosas, mas não me surpreendem", disse Michel M. Paige, presidente da FCCA, aos membros participantes da 16ª conferência anual e feira comercial da Florida-Caribbean Cruise Association em Santa Lúcia. "Os membros da FCCA são conhecidos por verem oportunidades - e não obstáculos."

Micky Arison, chairman da FFCA, concordou. "Nenhuma indústria é à prova de recessão, mas a indústria de cruzeiros tem sido tradicionalmente resistente à recessão", disse Arison, presidente e CEO da Carnival Corporation & plc.

O novo estudo analisou os gastos por passageiros, membros da tripulação e linhas de cruzeiro em destinos que vão desde as ilhas do Caribe, México, América Central e América do sul, disse Andrew Moody, Ph.D., presidente da Exton, grupo de pesquisa com sede na Pensilvânia. Entre as descobertas da BREA:

- Passageiros de cruzeiros (17,56 milhões) gastaram US$1,71 bilhão em 29 destinos participantes. Uma media de 52% de passageiros comprou excursões terrestres, gerando US$ 328 milhões em pagamentos totais a operadoras de turismo. Os passageiros também compraram relógios e joalheria (US$634 milhões); peças de vestuário (US$ 168 milhões) e outros produtos e serviços (US$164 milhões).

- Os membros de tripulação (3,24 milhões) gastaram cerca de US$ 289 milhões nos 29 destinos, a maior parte deles em roupas, alimentos e bebidas, bem como joalheira, eletrônicos, perfumes e cosméticos.

- Estima-se que as linhas de cruzeiro gastaram US$ 279,9 milhões nosdestinos participantes em tarifas e taxas portuárias, serviços de utilidade pública, serviços de navegação e suprimentos de navios.

"Esses gastos possuem um impacto direto no emprego e salário locais", afirmou Moody. "Os negócios locais criam empregos e renda extras."

Os destinos pesquisados pela BREA incluíram Antígua e Barbuda; Aruba; Bahamas; Barbados; Ilhas Cayman; Curaçao; Dominica; República Dominicana; Granada; Jamaica; San Juan, Porto Rico; São Cristóvão e Névis; Santa Lúcia; São Martim; São Vicente e Granadinas; Trinidade e Tobago; as Ilhas Turcas e Caicos e as Ilhas Virgem Americanas no Caribe; Acapulco, Cabo San Lucas, Cozumel, Enseada e Huatulco no México; Belize, Costa Rica, Honduras e Nicarágua na América Central, e Cartagena, Colômbia, na América do Sul.

Paige notou que os passageiros entrevistados disseram que gostaram de seus cruzeiros, um forte indicação de que provavelmente façam outros cruzeiros na região gastando mais dinheiro.

"Estabelecer relações entre as linhas participantes e os setores públicos e privados dos destinos parceiros foi a razão pela qual fundamos a FCCA", declarou Paige. "A união de forças e troca de idéias de parceiros de viagem e cruzeiros nunca foi tão importante. Esse é o espírito por trás da conferência que estamos participando aqui em Santa Lúcia."

Uma cópia na íntegra do estudo econômico pode ser baixada na FCCA em: http://www.f-cca.com/study.

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