Turista compara Sydney a "Londres tropical"

Turista compara Sydney a "Londres tropical"

Atualizado: Segunda-feira, 27 Dezembro de 2010 as 12:38

À beira da baía de Sydney, no bar da Opera House, o turista brasileiro Edmar Vasconcelos faz a comparação: "Isso aqui é uma Londres tropical". As referências são tantas que a analogia parece mesmo inevitável.

Kings Cross, Paddington, Hyde Park, Oxford Street, Kensington, Elizabeth Bay e Elizabeth Street, Queen Victoria Building, Waterloo e a imagem da rainha estampada nas cédulas do dólar são só alguns exemplos da reverência à antiga metrópole.

Ex-colônia inglesa, a Austrália faz parte da Comunidade Britânica de Nações, ou Commonwealth, chefiada pela rainha Elizabeth 2ª -e até o aniversário da monarca é feriado por lá.

E o gosto dos brasileiros pela Austrália é tal que a empresa aérea Qantas pode mudar a rota, que hoje se inicia em Buenos Aires e vai até Sydney, começando a voar a partir de São Paulo em 2011.

Isso porque os passageiros brasileiros nesses voos são maioria: na temporada em vigor, a Austrália receberá estimados 18 mil turistas do Brasil, contra 16,3 mil viajantes no mesmo período do ano passado, segundo a embaixada australiana em Brasília.

"Sydney é uma mistura de Londres com as praias do Rio de Janeiro", afirma a turista carioca Ana Magalhães.

É, mas não se iluda. Chegar à Austrália é um ato de heroísmo. Na melhor das combinações, são 20 horas de voo corrido, sem contar o tempo de espera de conexões e as horas de preparação nos aeroportos. Ao todo, a viagem chega a 30 horas. Isso para não falar do "jet lag", provavelmente o maior cansaço que um turista saído do Brasil terá passado.

São 13 horas de diferença de fuso horário, o que faz todo o percurso perder dois dias. Quem sai de São Paulo num domingo à noite chega por lá na tarde de terça.

O martírio é recompensado no primeiro momento, no aeroporto de Sydney. De lá, são só dez minutos de trem até a estação central (algo impensável para Guarulhos), pista de como a cidade está acostumada e preparada para receber visitantes.

Embora o sotaque soe indecifrável logo de cara, convém arriscar um "good'ay mate" -saudação informal equivalente ao "beleza, cara" brasileiro. Australianos costumam ser receptivos.

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