Variado e barato, comer em Pequim é negócio da China

Variado e barato, comer em Pequim é negócio da China

Atualizado: Sexta-feira, 20 Maio de 2011 as 9:18

Não falta opção gastronômica em Pequim, onde os locais adoram comer e convidar para a mesa. A degustação é facilitada pelo preço dos restaurantes, bem mais razoáveis do que no Brasil.

Além de pratos baratos, poucos restaurantes cobram taxa de serviço, geralmente de 10%. Tampouco é comum deixar gorjeta.  

Se o bolso não é o maior problema, o paladar supera a barreira da língua com cardápios traduzidos e com fotos dos pratos, disponíveis nos melhores restaurantes.

Capital da China, Pequim é ideal para descobrir que a "comida chinesa" é uma etiqueta que não condiz com as variedades regionais.

Mas o carro-chefe é local. Tão obrigatória quanto a Muralha da China, a tradicional receita do pato pequinês é oferecida em dezenas de lugares. O restaurante Da Dong é um dos mais frequentados por chineses, o que é uma boa recomendação.

Ali, um pato inteiro dá para para dois e custa US$ 30. Vem acompanhado de panquecas para enrolar a carne de pato acompanhado de cebola, pepino, gengibre, pasta de alho e sal. Há ainda uma porção de açúcar, numa improvável e deliciosa combinação com a carne.

Se houver tempo, há muito o que explorar no cardápio de 86 páginas com pratos criativos, caso do "porco agridoce em rio de neve".

Para amantes dos temperos apimentados, a sugestão é o frango ao estilo Kung Pao. Uma das versões do prato representativo da picante cozinha de Sichuan (sudoeste chinês) é preparado no restaurante Chuan Ban, cujo cardápio foi elaborado por chefs da Província. O investimento é de US$ 17/pessoa

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Continue com aromas e sabores da culinária uigur (minoria muçulmana). O restaurante Crescent Moon ganhou reputação graças ao iogurte caseiro (US$ 0,75) e ao espeto de carneiro (três por US$ 1!).

A visita ao restaurante, localizado num hutong (bairro tradicional pequinês), inclui o espetáculo visual dos uniformes das garçonetes e decoração típica dessa região.

Representando a internacionalizada cozinha cantonesa, o restaurante Din Tai Fung ostenta uma estrela do guia francês "Michelin" e serve suculentos dim sum (bolinho cozido no vapor) que mesclam carne de porco e caranguejo de Xangai _há opções vegetarianas.

É possível pedir porções de 5 a 20 bolinhos, com preços entre US$ 7 e US$ 9. Duas pessoas dificilmente pagam US$ 50 numa refeição no concorrido restaurante de origem taiwanesa e um dos que cobram taxa de serviço.

A oferta de cozinhas de outros países é generosa em Pequim _ e os ingredientes importados pesam na conta.

Um bom refúgio para quem gosta de carne é o exótico restaurante El Obelisco. Afastado da região central, tem réplica do monumento portenho e seguranças chineses em roupas do Exército norte-americano.

A casa oferece mais de uma dezena de cortes de carne, metade importada. O ótimo contrafilé austral, alto e bem temperado, sai por US$ 45,70. Mais US$ 4,30 e vem uma porção de batatas fritas. As saladas variam de preço, de US$ 6 a US$ 7.

Ainda dá para pedir cerveja Quilmes, mas cheque se está fria, muitos chineses tomam a bebida em temperatura ambiente. Só não dá para esquecer a China por causa do enorme quadro de tigre na parede _tão fora do lugar lá dentro quanto o obelisco da entrada.  

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