Visita de Obama ao Brasil rende acordos no setor de aviação e para Copa e Olimpíada

Visita de Obama ao Brasil rende acordos no setor de aviação e para Copa e Olimpíada

Atualizado: Segunda-feira, 4 Abril de 2011 as 8:37

A questão da flexibilização dos vistos não foi assunto da pauta do presidete dos Estados Unidos, Barack Obama, em sua primeira visita oficial ao Brail. Porém, os governos do Brasil e dos EUA, assinaram, em Brasília, um acordo sobre transporte aéreo com o objetivo de melhorar o serviço e o preço de mercado para os passageiros dos dois países. Segundo o documento, os acordos bilaterais para a implementação de novas rotas comerciais entre os países serão flexibilizados, com o objetivo de liberar todos os voos que o Brasil quiser fazer para os Estados Unidos a partir de 2015.

O acordo diz que as empresas aéreas de cada país poderão operar voos em qualquer ou em ambas as direções, combinar diferentes números de voos na mesma operação, transferir tráfego entre quaisquer de suas aeronaves, em qualquer ponto, efetuar paradas em quaisquer pontos dentro ou fora do território de qualquer parte, entre outras coisas. O documento menciona ainda que cada país "concederá às empresas aéreas da outra parte o direito de vender e comercializar, em seu território, serviços aéreos internacionais diretamente ou por meio de agentes ou outros intermediários à escolha da empresa aérea, incluindo o direito de estabelecer escritórios".

O acordo afirma também que "ao operar ou oferecer os serviços autorizados por este acordo, qualquer empresa aérea de uma parte poderá entrar em acordos cooperativos de comercialização tais como bloqueio de assentos, código compartilhado, ou acordos de arrendamento".

Os dois países também assinaram um acordo que prevê parcerias para o desenvolvimento de biocombustíveis, especificamente para a área de aviação.

Um dos documentos assinados pelos representantes dos dois países prevê a cooperação dos Estados Unidos para apoiar o governo brasileiro na organização de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Segundo o Itamaraty, por ter grande experiência na área de segurança, os Estados Unidos poderão ajudar o Brasil com treinamentos específicos. O setor de infraestrutura também deve receber apoio americano, especialmente nas obras que precisam ser feitas pelo Brasil para receber os jogos.  

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