Windsurfe e caiaque levam à praia de Pitinga, em Arraial d'Ajuda 40BA41

Windsurfe e caiaque levam à praia de Pitinga, em Arraial d'Ajuda 40BA41

Atualizado: Sexta-feira, 4 Dezembro de 2009 as 12

Quem estiver acostumado às barracas gigantescas de Porto Seguro não vai encontrar na praia de Pitinga aulas ou shows de axé, nem levas de adolescentes à procura de curtição. Localizada entre Mucugê e Taípe, a praia é democrática: tem opções que vão desde confortáveis barracas locais com wi-fi a esportes radicais. E, claro, um visual deslumbrante.

Antes mesmo de virar ponto turístico, a praia já chamava atenção. As falésias brancas e avermelhadas que a emolduram foram descritas na carta de Pero Vaz de Caminha.

O mar claro e com poucas ondas é praticamente um reflexo da maioria das praias da região. E é ideal para esportes náuticos como windsurfe e caiaque.

De frente para uma barreira de recifes marinhos, ficam as cinco barracas principais de Pitinga. No canto oposto, sobra uma enorme faixa de areia aos pés do paredão de falésias.

Em meio a tudo isso, é possível avistar o rio Pitinga, uma fina faixa de água escura.

A posição e o volume de água do riacho costumam variar de acordo com a época do ano e as chuvas. De qualquer forma, ele é uma boa opção para quem quiser se refrescar na água doce. Praticamente sem correnteza, o Pitinga parece uma ondulosa piscina natural.

Não se assuste se algum peixe passar por perto. Pequenos cardumes ficam à beira do rio, como se beijassem a areia.

Conforto e esportes

O movimento se concentra na região das barracas. Ao contrário do que acontece na maioria dos destinos, a quantidade de gente por ali costuma ser menor nos fins de semana.

O Maré (www.barracamare.com.br) oferece boas opções gastronômicas - para petiscos ou refeições. A especialidade da barraca (que tem wi-fi) é o peixe na telha (R$ 57,80, servindo três pessoas). O chope sai por R$ 3,10, mas há também cerveja, como a uruguaia Norteña ou a gaúcha Polar.

Para os visitantes que quiserem explorar a praia de Pitinga, uma boa oportunidade é velejar em um catamarã (o passeio sai por R$ 50 para até duas pessoas). "Dependendo da condição do tempo dá para levar máquina e filmar o passeio", diz o instrutor Ricardo Oliveira.

Opção aos mais aventureiros é voar de parapente (o voo custa aproximadamente R$ 120 e dura mais ou menos uma hora). Partindo do topo das falésias, é possível sobrevoar a bela praia da Barra e avistar, de longe, o monte Pascoal.

Parque aquático

Para quem prefere banho de piscina ao banho de mar, o Arraial d'Ajuda Eco Parque (www.arraialecoparque.com.br) reúne um grande complexo aquático.

Ele abriga ainda o projeto Coral Vivo (www.coralvivo.org.br), que tem como objetivo estimular a preservação dos corais brasileiros. Logo na entrada, há cartazes que explicam a formação dos corais e localizam as principais barreiras no mundo e no Brasil.

Espécies de coral-cérebro, coral-couve e coral-de-fogo podem ser vistas em tanques. Alguns ainda são filhotes e se desenvolvem em placas de cerâmica. "No Brasil, existem cerca de 17 espécies de coral. Mas muita gente não conhece, pensa que eles são pedras", diz o monitor Edimilson Conceição.

O projeto tem vários esqueletos de corais, que realmente lembram pedras. Os visitantes podem tocá-los e observar alguns deles no microscópio.

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