Zoológicos sem grades

Zoológicos sem grades

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 2:33

Urros, rugidos, bufos e grasnados. Os sons da natureza tomam os ouvidos dos turistas em zoológicos a céu aberto pelo mundo. Seguindo por caminhos em meio a cenários deslumbrantes, de repente, fica-se diante deles.

Bichos imponentes, indiferentes à presença humana, circulando livres em seu habitat natural. Admirar a vida selvagem sem grades nem jaulas não é possível somente nos safáris pelas savanas sulafricanas. Em diferentes cantos do mundo, os turistas podem ver e fotografar animais de pertinho.

Selecionamos quatro dicas de passeios onde os bichos são as estrelas da viagem.

PARQUE NACIONAL DOS VULCÕES

Em Ruanda

Esta pequena nação africana não costuma figurar na lista de desejos dos viajantes. No entanto, apesar de seu passado trágico recente, uma guerra civil que deixou 800 mil mortos em 1994, Ruanda é hoje um dos países mais seguros da África. A “terra das mil colinas e milhões de sorrisos”, como é conhecida, está investindo fortemente no turismo, uma das principais fontes de divisas do território.

O principal chamariz de visitantes são seus “gorilas-das-montanhas”, espécie ameaçada de extinção, que habitam livremente o Parque Nacional dos Vulcões. A reserva florestal fica localizada em uma cordilheira de vulcões, na fronteira da República Democrática do Congo e de Uganda.

Apenas 50 pessoas por dia podem fazer a trilha que leva até os primatas e os visitantes são autorizados a permancer uma hora frente a frente com eles. Por medida de segurança, mantém-se uma distância de três metros dos animais, que são considerados pacíficos. Mas basta ver a imponência dos gorilas quando ficam de pé para não querer desconsiderar a regra.

Melhor época para ir:

Embora a caminhada de observação de gorilas possa ser feita o ano todo, a estação mais agradável é o período de seca, de meados de junho a setembro.

PARQUE NACIONAL DE YELLOWSTONE

Em Wyoming, Estados Unidos

Não há um, mas muitos motivos que justificam os três milhões de visitantes anuais que Yellowstone recebe. O primeiro Parque Nacional norte-americano, criado em 1982, concentra metade de todos os gêiseres do mundo. Além dos jatos de água fervente, como o impressionante Old Faithful, o local tem termas, rios, lagos e cachoeiras.

E neste cenário, obra-prima da natureza, a fauna só podia ser exuberante. Casa dos personagens Zé Colmeia e Catatau, Yellowstone tem ursos, lobos, bisões, renas, alces e lontras. Bichos que podem ser vistos soltos, próximos às estradas, ou durante as trilhas, passeios de barco ou a cavalos pelo interior do parque.

Os melhores horários para observar os animais é no início da manhã ou no finzinho da tarde, quando os bichos costumam se alimentar. Para aumentar suas chances de observar ursos, vale a pena ir para as áreas de Hayden Valley e Lamar Valley, esta última também frequentada por lobos. Os bichos peludos também tem o hábito de aparecer para remexer o lixo dos acampamentos.

Melhor época para ir:

As melhores estações para viajar ao Parque Nacional de Yellowstone são verão, inverno e outono, com dias ensolarados e baixa umidade. A primavera costuma ser bastante chuvosa. O outono costuma ser um mês particularmente bom para observar a vida selvagem, pois os animais engordam para o inverno e o número de turistas é menor.

PANTANAL

No Mato Grosso do Sul e Mato Grosso

Engana-se quem acredita que a Floresta Amazônica é o melhor local para observar a vida selvagem no Brasil. Um safári tupiniquim pode ser feito no Pantanal: um verdadeiro santuário ecológico onde habitam cerca de 250 espécies de peixes, 80 de mamíferos, 50 de répteis e mais de 650 de aves.

A melhor forma para desbravar estas terras é se hospedando em uma das diferentes fazendas-pousadas da região. São elas que organizam as atividades diárias, como os safáris fotográficos, feitos em carro 4x4, similares aos passeios realizados nas savanas africanas.

No interior da mata ou às margens dos rios, quando menos se espera, cruzam o caminho capivaras, antas, tamanduás-bandeira, cervos, macacos-pregos, entre tantos outros animais. Com muita sorte, é possível ver a desejada onça-pintada. Jacarés são tantos, que depois dos primeiros, sua presença deixa de chamar a atenção.

Melhor época para ir:

O Pantanal é regido por ciclos anuais de chuvas e secas. Para observar a vida selvagem a melhor época é na estiagem, de maio a setembro, quando os rios estão menos cheios, com isso, os animais se aproximam mais em busca de água.

Ilhas de Galápagos

No Equador

Em julho do ano passado, a Ilha de Galápagos foi retirada pela Unesco da lista de patrimônios em risco. Mas, ao observar a fauna e flora tão abundantes, é difícil imaginar que este paraíso já esteve ameaçado. Durante sua viagem, não será preciso esperar muito para ver os primeiros leões-marinhos, iguanas, tartarugas gigantes e pinguins, entre tantos outros animais.

Situado no pacífico, a 960 quilômetros da costa do Equador, o arquipélago de 13 ilhas grandes e seis menores costuma ser explorado em viagens de barco. Ao desembarcar em uma praia, dá para ficar pertinho dos animais, só não é possível tocá-los. Como os bichos por aqui não possuem predadores naturais, eles não sentem a presença humana como uma ameaça.

Formado por erupções vulcânicas há cinco milhões de anos, sempre isolada do continente, o arquipélago que inspirou o evolucionista Charles Darwin tem uma fauna exótica. Das cinco mil espécies que habitam Galápagos, duas mil são encontradas somente lá. Como se vê, não é preciso ser um biólogo ou um ornitólogo para se interessar pela ilha.

Melhor época para ir:

Não há tempo ruim para visitar Galápagos. No entanto, se a sua intenção é ficar o mais afastado possível dos humanos - e o mais próximo dos animais -, o melhor é fugir da alta temporada. Ela vai de meados de junho até o começo de setembro e de meados de dezembro ao começo de fevereiro.

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