Censura com passaporte sanitário serve de alerta contra a perseguição religiosa

Uma das características do autoritarismo é o uso de causas sociais como justificativa para a restrição das liberdades individuais.

Fonte: Guiame, Marisa LoboAtualizado: sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022 18:08
(Foto: Prefeitura de Caxias do Sul)
(Foto: Prefeitura de Caxias do Sul)

Você já tomou conhecimento de algum regime autoritário que tenha se instalado da noite para o dia? Particularmente, desconheço. A história nos ensina que todos eles nascem, crescem e se consolidam paulatinamente, através de medidas que muitos, inicialmente, não dão a devida atenção.

Uma das características do autoritarismo é o uso de causas sociais como justificativa para a restrição das liberdades individuais. Estamos vendo isso, por exemplo, com a pandemia do coronavírus, através do "passaporte sanitário", encarado por muitos como algo necessário em nome do "bem de todos".

Infelizmente, muitos cristãos ainda não conseguiram fazer qualquer correlação entre o autoritarismo sanitário e o futuro da liberdade religiosa, pois acreditam que o momento atual diz respeito apenas à saúde. O fato é que essa correlação existe, pois o contexto não é só sanitário, mas político, econômico e ideológico.

Quem atualmente desdenha das medidas autoritárias impostas por governadores e prefeitos em nome da "saúde", por exemplo, não faz ideia de que os mesmos argumentos poderão ser usados contra a nossa liberdade religiosa amanhã.

Tudo se resume à ideia do "bem comum", onde o coletivo prevalece sobre o individual. Acontece que a liberdade humana faz parte da nossa individualidade, de modo que decisões que visam apenas os interesses de determinados grupos, podem, sim, constituir uma violação aos direitos humanos mais básicos.

Ou seja, da mesma forma que agora dizem ser pela "saúde" a exigência do passaporte sanitário para entrar em vários locais, amanhã poderão alegar ser pela "paz social" ou pela "tolerância comum" a proibição de pregações, ensinos e publicações religiosas consideradas "discursos de ódio".

Aceitar o autoritarismo sanitário hoje, portanto, é abrir um precedente extremamente perigoso contra a própria liberdade. É por isso que sou contra essas medidas e defendo a liberdade de escolha de cada cidadão, sem qualquer imposição do Estado, quer seja direta ou indireta.

Aos cristãos em geral, deixo o alerta para que não se enganem quanto ao futuro; estão sendo avisados! Os fatos nos indicam isso e ignorá-los não vai fazer retroceder a perseguição que virá amanhã, inclusive dentro dos templos e com a chancela do poder público, se não nos levantarmos agora.

O momento é de abrir os olhos e ter discernimento sobre o que está ocorrendo nos bastidores da conjuntura social, tendo em mente que o cristianismo é a última grande barreira contra o totalitarismo ideológico mundial. 

Marisa Lobo é psicóloga, especialista em Direitos Humanos, presidente do movimento Pró-Mulher e autora dos livros "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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