Não anule a justiça de Cristo

Não pague de novo uma conta que já foi paga por Cristo.

Fonte: Guiame, Matheus GrismaldiAtualizado: quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022 18:05
(Foto: Pixabay)
(Foto: Pixabay)

Aqueles que são livres, sabem que não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus. Livres de pré-julgamentos, acusações e principalmente de sentenças que nos são contrárias, foram cravadas na Cruz do calvário. Você não tem mais dívida, está resolvido. Não pague de novo uma conta que já foi paga por Cristo. Não há parcelas pendentes em seu nome, pois todos os teus pecados foram perdoados. Feitos justos e não menos que isso, temos acesso livre a todas as coisas que foram conquistadas na cruz, além de sermos absolvidos de uma vez por todas sem quaisquer precedentes.  

O inédito acontece exatamente quando decido crer nesta verdade, pois permito-me enxergar além do que os olhos naturais podem ver, mas como por um espelho, vejo o reflexo do Amado em mim. Somos um com Ele. Estamos amalgamados em Cristo, como está escrito em Romanos 8:1: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Então percebo que, pra lá das nossas imperfeições, estamos sendo aperfeiçoados naquele que é Perfeito. Ele sente; o flagelo de um coração amargurado, a solidão que a rejeição produz ou o medo que consome e aprisiona o acusado, pois Ele já experimentou na cruz. O grito que reverberou a história da humanidade deveria ecoar em nós todos os dias: “Está consumado!”

A verdadeira liberdade não está condicionada em desfrutar dos deleites e prazeres transitórios desta terra, pois, este senso de liberdade pode atrair a nossa atenção por um momento, mas não o sustentará a longo prazo, pois tudo o que é terreno é efêmero, breve, momentâneo. O cerne do Evangelho está em apropriar-se confiadamente na obra consumada da cruz de que, não eu, mas Cristo em mim a esperança da glória e porque Ele foi acusado, hoje posso ser livre e me sentir completamente amado. Quando firmamos as nossas convicções naquilo que depende de nossas obras, esforços, independência ou altivez, anulamos o sacrifício de Cristo. Se sou o que sou, é porque Ele viu graça em mim e não há controvérsias capazes de retroceder o que já está conquistado para aqueles que decidiram crer no dom da justiça de Deus.

A liberdade que nos foi dada, leva-nos a viver pra lá de uma vida leviana a viver intensamente como filhos que desfrutam de paz, justiça e alegria, longe das vozes, que contam histórias onde somos os vilões; longe do peso das acusações que oprimem, deprimem e adoecem a alma.

A justiça do homem em nada acrescenta a não ser incitar a autossuficiência. Não é seguro edificar sob um alicerce tão instável. Você até pode gloriar-se nas suas conquistas, realizações e méritos pessoais, mas nada se compara a alegria de ser bem-aventurado, feliz e completo na justiça de Cristo que é suficiente. Não se trata do tipo de justiça que habita em nós, essa para Deus é trapo de imundícia. A única justiça que nos torna aceitos, a única que Deus recebe, é a justiça do Filho.

Matheus Grismaldi é escritor, missionário e assessor de comunicação e imprensa em Angola, África. Também integra equipe de plantações de Igrejas, dedica-se ao discipulado, apaixonado pelo Evangelho e faz parte da liderança na Igreja Videira, Vinha Angola. É o filho caçula de três irmãos, nascido em lar cristão, natural de São Paulo, carrega o sonho de ver uma geração vivendo a grande comissão e missões transculturais.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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