
Fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico atuante há mais de 10 anos em temas sobre Israel e a comunidade judaica. Também tem papel estratégico na mídia evangélica, fortalecendo os valores da fé cristã.

No dia 07 de outubro, o sobrevivente Rafael Zimerman emocionou a todos durante seu discurso no Cemitério Israelita do Embu. Ao recordar os acontecimentos de 7 de Outubro, perdeu as palavras ao reviver sua história marcada pela dor.
Cerimônia no Cemitério Israelita do Embu, em São Paulo, homenageia as vítimas do massacre de 7 de Outubro em Israel. (Foto: Silas Anastácio)
Em suas lembranças, descreveu a morte de amigos durante o ataque terrorista que invadiu a festa em que estavam – havia sangue e corpos espalhados por todos os lados.
Em sua fala, Zimerman destacou a importância de expressarmos nosso amor às pessoas e de buscarmos sempre a paz, sem desperdiçar tempo com conflitos fúteis.
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Nesse cenário de memória e reflexão havia uma placa em homenagem às vítimas, para que jamais seja esquecida aquela que é considerada a maior tragédia para os judeus desde o Holocausto.
Cerimônia no Cemitério Israelita do Embu, em São Paulo, homenageia as vítimas do massacre de 7 de Outubro em Israel. (Foto: Silas Anastácio)
Zimerman enfatizou que as pessoas assassinadas em 7 de outubro foram mortas simplesmente por serem judias — e, de fato, sua afirmação ecoa como verdade incontestável.
Evento no Cemitério Israelita
O encontro trouxe uma profunda reflexão sobre o significado de ser judeu nos dias atuais — e, na verdade, em qualquer momento da história.
Entre os presentes estavam:
Célia Parnes (Presidente da Federação Israelita)
Ricardo Berkiensztat (Presidente Executivo da Federação Israelita)
Gili Vilian (Cônsul de Israel em São Paulo)
Rav Shmuel Besser e Rav Guershi Goldsztajn além de outros importantes líderes da comunidade judaica.
O evento contou também com a participação dos brasileiros Rafael Zimerman, 30 anos, sobrevivente do ataque em Israel, e Maurício Wenick, 23 anos, soldado israelense que atuou durante a ofensiva.
Um coral de adolescentes da Unibes emocionou os presentes ao interpretar uma canção com harmonia impecável.
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Manifestação violenta em São Paulo
Na véspera, 6 de outubro, durante uma homenagem ao Major da reserva da IDF Rafael Rozenszajn na Câmara Municipal de São Paulo, promovida pela vereadora Cris Monteiro, cinco pessoas infiltradas pró-Palestina interromperam o discurso do Major, levantando-se para gritar e tentar erguer bandeiras da Palestina. O ato gerou pânico entre os presentes da comunidade judaica.
Homenagem ao major da reserva das Forças de Defesa de Israel, Rafael Rozenszajn, na Câmara Municipal de São Paulo. (Foto: Silas Anastácio)
No local também estavam católicos e evangélicos em homenagem ao Major. A ação rápida da polícia e dos seguranças conteve a manifestação violenta, que colocou em risco judeus, católicos e evangélicos e repercutiu nos jornais de todo o país.
Mensagens Marcantes
Maurício Wenick (sobrevivente):
“Quero deixar registrado que a nossa vontade de viver seja maior que a nossa dor. Que possamos honrar as vítimas e rezar por um futuro melhor. Que esse dia seja um marco para toda a comunidade judaica, em Israel e no mundo. Espero que, ao longo dos anos, se torne um marco positivo, porque é isso que as vítimas desejariam: que tivéssemos um futuro melhor.”
Célia Parnes (Presidente da Fisesp):
“A mensagem é para as novas gerações, nesse memorial, nesse espaço, com a presença das escolas, e um alerta para toda a sociedade — não apenas para a comunidade judaica, mas para toda a sociedade brasileira — sobre o risco da discriminação, do crescente antissemitismo, do radicalismo e do extremismo, e o impacto que isso tem causado no mundo.”
Gili Vilian (Cônsul de Israel em São Paulo):
“7 de outubro para nós ainda é uma ferida aberta. Nunca cicatrizou. Não somos mais os mesmos — nem como povo judeu, nem como povo israelense. Ainda temos pessoas que lutam por nós todos os dias, deixando famílias para trás para nos manter vivos. Muitos seguem feridos, física e mentalmente, lutando por suas vidas. Mas o que queremos é que o mundo saiba a verdade: que Israel e o povo judeu buscam o amor e acreditam que a vida é o bem mais precioso. Queremos apenas que a verdade seja conhecida e que as mentiras não sejam acreditadas.”
Rabino Guershi Goldsztajn:
“Hoje é um dia que devemos sempre lembrar e jamais esquecer. Assim como o Holocausto, infelizmente vivemos um novo episódio trágico: o 7 de outubro.
Recordamos nossos heróis e refletimos: se o Holocausto foi o preço que pagamos por não termos ainda a nossa terra de Israel, talvez o 7 de outubro tenha sido o preço que pagamos por já a termos conquistado.
Nossa história nunca foi fácil. Quanto mais tentam nos atingir, mais nos erguemos. Precisamos sempre lembrar, homenagear e seguir em frente, porque a nossa história ninguém jamais conseguirá apagar.”
Silas Anastácio (@silasas15) é uma figura de destaque no fomento das relações entre o Brasil e Israel. Autor, articulador, palestrante e estrategista institucional, trabalha para fortalecer o diálogo entre líderes, defender a liberdade religiosa e combater o antissemitismo. Suas iniciativas interligam as esferas cultural, diplomática e social, reforçando a cooperação entre comunidades e instituições.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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