
Fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico atuante há mais de 10 anos em temas sobre Israel e a comunidade judaica. Também tem papel estratégico na mídia evangélica, fortalecendo os valores da fé cristã.

Um grupo da Assembleia de Deus Ministério Refúgio realizou uma visita ao Memorial do Holocausto, no Rio de Janeiro. A iniciativa foi organizada por Daniela Lopes e Mary (Museu), e contou com a condução do guia judeu Yonatan (Museu). Durante o percurso, os visitantes tiveram acesso à história e aos símbolos preservados no museu, em uma experiência marcada pela reflexão e pela valorização da memória.
A visita ocorre em um momento marcado pelo crescimento de episódios de antissemitismo em diversas partes do mundo. Diante desse cenário, líderes e comunidades evangélicas têm se mobilizado em apoio a Israel e ao povo judeu, reforçando os laços e o diálogo entre os dois povos.
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Visita ao Memorial do Holocausto, no Rio. (Foto: José Leonidí da Silva)
Para muitos evangélicos, essa aproximação é vista como uma forma de reconhecimento do legado bíblico transmitido pelos judeus à humanidade. A conscientização, promovida por meio de museus e instituições judaicas, tem se consolidado como uma das principais ferramentas na luta contra o antissemitismo, fortalecendo pontes de respeito e cooperação.
O que a comunidade vive
Dentro da comunidade judaica, o clima mudou. Pesquisa intracomunitária da CONIB, realizada com 1.427 judeus brasileiros, revela que 86% avaliam o antissemitismo como um problema grave ou existente no Brasil.
Além disso, 1.231 dos respondentes afirmam que o fenômeno se intensificou significativamente desde outubro de 2023.
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Visita ao Memorial do Holocausto, no Rio. (Foto: José Leonidí da Silva)
Os efeitos sobre o cotidiano são concretos. Trezentos e vinte respondentes afirmam já ter deixado de se identificar como judeus em alguma situação por receio. Outros 250 dizem já ter considerado fazer o mesmo.
Escola e trabalho viraram campos de exclusão
Instituições de ensino foram apontadas por 1.058 respondentes como o principal espaço de manifestação do antissemitismo no Brasil, à frente das redes sociais e do ambiente político.
Os relatos recolhidos pela pesquisa vão de episódios envolvendo crianças xingadas no recreio a casos no ensino superior. Entre eles, há registros de professores universitários que proferiram frases como “é necessário fazer um inseticida para acabar com a praga judia”.
Em uma escola pública de São Paulo, um aluno foi repetidamente agredido por colegas que se apresentavam como “apoiadores palestinos” e acabou precisando mudar de colégio.
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Silas Anastácio (@silasas15) é referência na promoção das relações Brasil-Israel. Escritor, palestrante e articulador, fortalece o diálogo entre lideranças, defende a liberdade religiosa e combate o antissemitismo, conectando universos cultural, diplomático e social.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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