Silas Anastácio

Silas Anastácio

Fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico atuante há mais de 10 anos em temas sobre Israel e a comunidade judaica. Também tem papel estratégico na mídia evangélica, fortalecendo os valores da fé cristã.

Líderes de mais de 100 países debatem antissemitismo em Genebra

Declaração conjunta em Genebra alerta que o antissemitismo ameaça democracias e sociedades livres.

Fonte: Silas AnastácioAtualizado: terça-feira, 19 de maio de 2026 às 17:42
(Foto: Congresso Judaico Latino-Americano / Silvia Perlov)
(Foto: Congresso Judaico Latino-Americano / Silvia Perlov)

O Congresso Judaico Mundial realizou, entre os dias 10 e 12 de maio, em Genebra, sua reunião de diretoria.

Ao completar 90 anos de atuação, líderes e representantes de mais de 100 países manifestaram profunda preocupação com o crescente antissemitismo em escala global, tema que norteou os debates do encontro.

Para Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, encontros como esse têm a função de inspirar lideranças na tomada de decisões, além de possibilitar o compartilhamento de preocupações com autoridades políticas e órgãos de segurança.

“Esse é um tema extremamente sensível e relevante para nós, judeus, mas também para outras minorias, já que o ódio direcionado a um grupo pode rapidamente se expandir para outros”, declarou.

Reafirmando o compromisso com a proteção da vida judaica e o enfrentamento do antissemitismo em todas as suas formas, 32 enviados especiais e coordenadores de combate ao antissemitismo, provenientes de mais de duas dezenas de países e organizações internacionais, entre eles o brasileiro Fernando Lottenberg, comissário para o Monitoramento e Combate ao Antissemitismo da Organização dos Estados Americanos, emitiram uma declaração conjunta.

Segundo Lottenberg, essa foi uma importante oportunidade promovida pelo Congresso Judaico Mundial. “Ouvimos diferentes pontos de vista e trocamos experiências”, afirmou. Ele acrescentou: “Ainda que os incidentes tenham diminuído em relação a 2023, ainda temos um número alto de ocorrências”.

O documento alerta que o antissemitismo deixou de ser um fenômeno pontual para se tornar uma crescente ameaça global, afetando não apenas as comunidades judaicas, mas também os valores democráticos e os fundamentos das sociedades livres.

(Foto: Congresso Judaico Latino-Americano / Silvia Perlov)

Os signatários defenderam o fortalecimento da segurança das comunidades judaicas, a responsabilização dos autores de atos antissemitas, a ampliação da educação sobre o Holocausto e a coordenação internacional de iniciativas voltadas ao combate da disseminação do ódio antissemita, tanto no ambiente online quanto offline.

Cabe destacar que a declaração enfatiza que, apesar das diferenças políticas e das distintas abordagens nacionais, as nações democráticas permanecem unidas no entendimento de que o antissemitismo não pode ser tolerado: em nenhum lugar, em nenhum momento e sob nenhum pretexto.

A declaração foi emitida em Genebra, durante a reunião da rede de Enviados Especiais e Coordenadores para o Combate ao Antissemitismo (SECCA).

O Brasil também esteve representado por Chella Safra, chair do Congresso Judaico Mundial, e por Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil e comissário para o Combate ao Antissemitismo do Congresso Judaico Mundial.

Lottenberg, que participou do encontro a convite do Congresso Judaico Latino-Americano, afirmou: “Esse foi um encontro do mais alto nível, que mostra a importância de que o combate ao antissemitismo seja realizado dentro de estruturas comunitárias, com organizações que abracem a luta pelos direitos humanos de forma multilateral e interinstitucional”.

Participaram também os diretores-executivos da Confederação Israelita do Brasil, Sergio Napchan e Claudio Epelman, este último representante do Congresso Judaico Latino-Americano.

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