
Fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico atuante há mais de 10 anos em temas sobre Israel e a comunidade judaica. Também tem papel estratégico na mídia evangélica, fortalecendo os valores da fé cristã.

Estive em um evento com a comunidade judaica no Memorial da Imigração Judaica em São Paulo, um espaço belo que preserva a memória do horror.
A apresentação do museu foi conduzida por Liane Zaidler, assessora da Confederação Israelita. Estavam também presentes comigo Victor Grinbaum (jornalista e escritor) e o Pastor Romualdo dos Santos (Presidente do Instituto Tzadik BaEmunah).
Enquanto caminhava pelo local, uma reflexão me acompanhava: como a humanidade pôde chegar a esse ponto?
Entre os organizadores do evento, estiveram Sergio Napchan (Diretor Executivo da Confederação Israelita), Sabrina Abreu (Diretora de Comunicação e Cultura da StandWithUs), Sarita Sarue (Coordenadora de Educação e Cultura do Memorial do Holocausto), Salus Loch (ISPO) e Carlos Reiss (Coordenador do Museu do Holocausto de Curitiba).
Ao conhecer Sarita Sarue, fui recebido por seu cumprimento carregado de emoção: os olhos marejados refletiam lágrimas de alegria e gratidão pelo significado que aquele evento tinha para ela e para todo o povo judeu.
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No encontro, foram apresentados os resultados da pesquisa “Conhecimento sobre o Holocausto no Brasil”, conduzida pela StandWithUs. A exposição dos dados foi feita por Hana Nusbaum, gerente de Educação da instituição.
Dois sobreviventes, Hannah Charlier e Gabriel Waldman, compartilharam breves testemunhos de suas vidas — momentos de profunda emoção.
Em outro discurso, Sergio Napchan emocionou profundamente a todos ao recordar a história de seu avô, Majer Haker — o único sobrevivente da família Hacker, inteiramente dizimada pelos nazistas.
Os números revelados são alarmantes: apenas 38,5% dos entrevistados identificaram corretamente Auschwitz-Birkenau como um campo de extermínio, enquanto 51,6% declararam não saber responder.
Os judeus são um povo pequeno, uma nação de apenas 22.000 km², mas que, pelo simples fato de existir, incomoda. O antissemitismo tem raízes profundas — inclusive espirituais — e é essencial que o leitor compreenda isso.
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No Brasil, há cerca de 120.000 judeus, que precisam do apoio dos cristãos diante do antissemitismo que se espalhou pelo mundo após os acontecimentos de 7 de outubro. Em contraste, somos hoje 47 milhões só de evangélicos no país, segundo dados informados pela CNN Brasil.
É importante lembrar: Jesus não era palestino, nem romano, não tinha olhos azuis nem cabelos longos. Ele era judeu. Como judeu, fez a Brit Milá (circuncisão, conforme Lucas 2:21), foi chamado de Rabino (João 1:38), amou seu povo (Lucas 19:41-42), iniciou seu ministério nas sinagogas (Lucas 4:14-21) e tornou Israel e os judeus conhecidos em todo o planeta.
Silas Anastácio é fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico com sólida atuação há mais de uma década em temas relacionados ao Estado de Israel e à comunidade judaica. Também desempenha papel estratégico nos bastidores da mídia evangélica, contribuindo para a articulação e divulgação de conteúdos que fortalecem os valores da fé cristã.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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