As cinco colunas que ancoram o amor conjugal

As cinco colunas que ancoram o amor conjugal

Atualizado: Sexta-feira, 30 Setembro de 2011 as 9:04

1.FIDELIDADE (Ct. 4.12; 8.10; 1 Co 7.2-5)

"Jardim fechado... Eu sou um muro, e os meus seios como as suas torres; sendo eu assim, fui tida por digna da confiança de meu amado". (Gn 2.24,25)

"Quem ama não trai. Com certeza não existe traição, maior da confiança do que a infidelidade conjugal"

POR QUE AS PESSOAS TRAEM?(Segundo o terapeuta norte-americano (Alert Ellis).

Causas não- neuróticas: Insatisfação sexual no casamento, que pode levar à buscar de compensação.A perda de atração pelo companheiro(a).O desejo sexual vai ficando reprimido e as fantasias vão se multiplicando até levar ao adultério.A excessiva absorção no trabalho pode produzir no outro uma sensação de rejeição e abandono. O tédio, que vem da repetição, da rotina e que gera indiferença sexual e emocional. Extensos períodos de ausência. A pressão do estar longe de casa durante longos períodos de tempo pode ser esmagadora. Doenças físicas de vários tipos. Gestações sucessivas.

Causas neuróticas: Os "mimados" - são aqueles que acreditam que se precisam de tudo o que desejam. Encaram caprichos temporários como necessidades básicas. Os "casos" nunca correspondem às suas expectativas que,alias,são irreais. Exemplos: a síndrome do fim-de-semana perfeito e do sexo perfeito. Os "narcisistas" - eles se consideram irresistíveis, têm uma necessidade constante de reconhecimento e admiração, uma enorme preocupação com eles mesmos e uma total incapacidade de se corresponder. Adultério, para eles, é uma experiência de auto engrandecimento. Os "Fujões" - são aquelas pessoas que estão fugindo, não apenas de si mesma, mas da própria vida. Os "Imaturos" - são aqueles, através da infidelidade, procuram se afirmar, provar eternamente sua infidelidade ou feminilidade. A vida se transforma num continuo teste de sedução. A mola propulsora desse comportamento é a ansiedade. Os "inseguros" - são as pessoas que se auto desvalorizam, não se respeitam e não têm auto-estima. Usa o adultério como fuga.  Os "Vazios" - são os que sofrem e um grande vazio existencial e se recusam a dar um sentido para a própria vida. Estes vão criando relacionamentos promíscuos para encobrir a falta de anexo dentro de si mesmos. Os "vingativos"-são os que traem tendo como motivação um sentimento de vingança.

A fidelidade conjugal dá segurança ao casamento e garante a bênção de Deus na vida do casal. Veja que a palavra de Deus diz a respeito: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, porque Deus julgara os impuros e os adúlteros". (Hb 13.4). Na verdade, adultério é uma manifestação da necessidade de cura e libertação interior.

2.AMIZADE (Ct 4.9,10, 12; 5.1) "Minha irmã..."

Amizade na perspectiva do tratamento. O relacionamento de um casal só é sadio e equilibrado quando os dois, marido e mulher, conseguem ser mais do que parceiros de cama, tornando-se verdadeiros amigos, cúmplices um do outro. Não basta ser fiel, e preciso ser amigo. Quando a mulher não consegue,por algum motivo,ver o marido como seu "melhor amigo",abre-se uma brecha e o casamento fica fragilizado.Muitos adultérios aconteceram justamente porque o cônjuge encontrou,fora de casa,alguém que deu mais atenção a ele ou ele ouviu-o com mais interesse,mostrou-se ser mais sensível aos problemas,tratou-o com mais respeito.Foi,portanto,mais amigo.Por isto é perigoso quando não há entre o casal amizade na perspectiva do tratamento.Por que muitos casamentos se transformam em prisão? Por que, de repente, os cônjuges se sentem escravizados, presos, subjugados? Quando é que isso acontece? Quando há um sentimento de posse por parte do outro.  "Não consigo viver sem você". Dependência doentia.  No casamento onde os dois são "amigos", um ajuda o outro a crescer. Quando há rejeição da própria individualidade. "Para viver juntos,os dois se anulam,renunciam a tudo o que gostam,mas com ressentimentos". Na relação de amizade conjuga, cada um mantém sua identidade e,ao mesmo tempo,cria condições para que o outro se desenvolva. Quando a grande preocupação é manter sempre a frente unida. "Viver sempre mantendo as aparências. O casal não discute suas diferenças". Marido e mulher que são amigos são capazes de discutir as diferenças, repensá-las e,quando necessário,negociam e se colocam abertos para fazer novas alianças, acordos e trocas.

Quando o Casal Vive sempre com o conceito ideal de marido e mulher, ou seja, cada um na sua. "Cada um cumpre com o eu Papel sem se preocupar com o outro". No relacionamento onde dois são amigos, Marido e Mulher não são atores representando um papel, mais sim companheiros capazes de se ajudarem mutuamente. ;Quando a Felicidade absoluta é por coerção e não por livre escolha. Onde há amizade conjugal, a fidelidade é uma opção consciente.  ;Quando há um exclusivo total-"unidade doentia". É a idéia de que, ficando dia e noite juntos, preserva-se o casamento. È o cônjuge que diz: "Eu só vou se você for". Isto acaba sufocando o outro. Na relação onde os dois são companheiros e amigos, a liberdade individual e o crescimento mútuo substituem a escravidão recíproca. A pergunta que fica é esta: "Estou construindo uma prisão ou um lugar livre, onde há respeito, direitos e responsabilidades e os dois são livres para crescerem juntos?"

3.SANTIDADE -(Ct 2.14; 5.2; 6.9) "Pomba... imaculada...".

Fidelidade e amizade Têm que desembocar em santidade. Na relação de casa, onde reina o Senhor, é possível não haver santificação. Quando Paulo escreve a carta aos Efésios, convocando-os a olharem para Cristo e a igreja, como modelo de um relacionamento ideal,ele inclui "Santidade". "Para santificá-la,purificando-a com a lavagem de água,pela palavra.Para a apresentar a si mesma igreja gloriosa,sem mácula,nem ruga,nem coisa semelhante,mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos... (Ef 5.26,27). Na sua teologia sobre casamento, Paulo entendia que o marido é o sacerdote que deve levar a esposa a viver uma vida de santidade através da palavra. Feliz é a esposa que tem um marido que se preocupa com sua vida de comunhão com Deus. A palavra é essencial neste processo de santificação do casal (Jo 15.3). Se muitos maridos se preocupassem com a beleza estética, com a certeza teríamos casais melhores. É interessante notar, que em alguns casos, é a mulher quem cuida da santificação e da espiritualidade do marido, quando deveria ser o contrario. O homem é o sacerdote do lar.Estou me referindo aos casais onde os dois são convertidos.

4.APRECIAÇÃO (CT 4.1; 5.10; 6.3)

Não basta desejar o outro, é preciso aprecionar, honrar e reconhecer. O amor faz o comum ficar extraordinário. O casamento floresce quando existe apreciação mútua,quando os dois se admiram e não têm medo de fazê-lo publicamente,à semelhança do marido de provérbios 31.29, que diz: "Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és,de todas,a mais excelente!". Apreciar o cônjuge é investir na sua auto-estima.Palavras de afirmação têm o poder de fazer crescer a auto imagem e a auto-estima do outro. Se os casais se elogiassem mais e se criticassem menos, com certeza a qualidade do relacionamento seria melhor. 5. SUBIMISSÃO DEVOCIONAL-(Ct 1.4)

"Leva-me após ti..."

O que é mais difícil, o marido amar sacrificialmente a sua esposa,como Cristo amou e ama a igreja,ou a esposa submeter a cristo?Quando a mulher compreende o que significa submissão à luz da bíblia, ela não encontra dificuldade em exercer sua missão como auxiliadora. Por outro lado, muitas não fazem o seu papel como deveriam justamente porque seus maridos erram na maneira de agir e de se comportar, desmotivando bloqueando e inibindo suas esposas o que Cristo é para a igreja, a mulher acaba inspirada e motivada a exercer sua missão de apoio ao lado do marido, e com alegria. (Ef 5.22-29) Esta submissão devocional não escraviza e não anula a mulher na sua individualidade, não a faz sentir-se diminuída. Pelo contrario, este comportamento a realiza como esposa.

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