Pedofilia: como proteger o seu filho

Pedofilia: como proteger o seu filho

Atualizado: Quarta-feira, 20 Outubro de 2010 as 2:06

Depois de tantas notícias diárias sobre casos de pedofilia, você deve ter ficado preocupado. Será que pode acontecer com meu filho? Afinal, há alguma maneira de identificar e combater o abuso?

É possível, sim, tomar alguns cuidados. "Não há um perfil do agressor, que pode ser alguém da própria família, e nem do agredido, que pode ser de várias idades e de diferentes classes sociais", diz Daniela Pedroso, psicóloga do Hospital Pérola Byington. Ela trabalha há cerca de 10 anos em um centro especializado de ajuda a mulheres e crianças até 14 anos que sofreram violências sexuais e conta que, por dia, chegam cerca de 15 novos casos ao hospital. "A principal atitude que as mães devem ter é conversar muito com a criança e, assim, criar uma relação de confiança com ela", afirma.

Veja algumas orientações que a Crescer preparou, com orientação de Daniela Pedroso, psicóloga do Hospital Pérola Byington:

Explique que o corpo da criança é só dela e que ninguém tem o direito de mexer nele. Deixe claro que, se qualquer algum adulto tentar fazer algo estranho com ela, você precisa saber; O agressor, na maioria dos casos, pode ser um conhecido. Se o seu filho reclamar que não gosta de alguém com quem vocês convivam, tente entender o motivo. "Muitas vezes, pode não ser uma fantasia", diz Daniela; Mesmo assim, mantenha a orientação de que seu filho não deve falar com estranhos; Uma das maneiras de aproximação dos agressores é a internet. Por isso, se o seu filho tem um perfil no Orkut, não deixe os dados liberados para quem não é amigo e não coloque muitas fotos; Diga para a criança não frequentar salas de bate-papo. Se precisar, use filtros de segurança no computador; Fique sempre por perto quando seu filho estiver navegando e saiba quais são os sites que ele visita; Deixe o computador sempre em um lugar comum (e não em quartos); Fique atento ao comportamento de seu filho. Mudanças bruscas, apesar de não comprovarem que algo de errado está acontecendo, podem representar fortes indícios. Voltar a fazer xixi na cama, ter brincadeiras violentas com bonecas e medo de ficar sozinho com adultos, apresentar comportamento mais "sexualizado" e problemas na escola são alguns destes sinais.

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