Uma reflexão sobre o casamento - por John Stott

Uma reflexão sobre o casamento - por John Stott

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 às 09:05
casal - casamentoMulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor [...]. Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja. [Efésios 5.22, 25]
 
Muitos consideram que o apóstolo Paulo teria sido um incorrigível misógino (alguém que tem aversão a mulheres). Mas aqueles que pensam assim provavelmente não levaram em conta as implicações de Efésios 5.21-33, pois nessa passagem, séculos à frente de seu tempo, há um sublime ensino cristão que precisa ser esclarecido urgentemente. Considere seus cinco aspectos:
 
Primeiro, a exigência que a esposa se submeta a seu marido é uma aplicação particular de uma regra cristã geral, pois a ordem para as esposas se sujeitarem (v. 22) vem imediatamente após a ordem para todos se sujeitarem uns aos outros (v. 21). Se, portanto, é obrigação da esposa sujeitar-se ao marido, é também obrigação dele, como participante da nova humanidade de Deus, sujeitar-se a ela. A submissão não deve ser unilateral. Trata-se de uma obrigação cristã universal, exemplificada pelo próprio Senhor Jesus.
 
Segundo, a esposa deve ser submissa a um marido amoroso, e não a um monstro. Paulo não diz: “Esposas, sujeitem-se; maridos mandem”, mas: “Esposas, sujeitem-se… maridos amem”. Entre um marido amoroso e um tirano há uma diferença enorme.
 
Terceiro, os maridos devem amar como Cristo amou (essa ordem é repetida por três vezes). Submeter-se pode parecer difícil, mas amar é ainda mais. O clímax dessa exigência é atingido no versículo 25, em que os maridos são exortados a amar suas esposas “como Cristo amou a igreja e se entregou por ela”. Não há padrão que se possa comparar ao amor demonstrado no Calvário.
 
Quarto, o amor do marido, assim como o amor de Cristo, é um amor que se sacrifica a fim de servir. Isto é, Cristo amou a igreja e ofereceu sua vida por ela para livrá-la de todos os defeitos e apresentá-la como igreja gloriosa. A liderança do marido, semelhantemente, não é para subjugar ou oprimir a esposa, mas antes para liberar a plenitude de sua feminilidade.
 
Quinto, a submissão é um outro aspecto do amor. Embora sujeitar-se e amar sejam verbos diferentes, é difícil fazer distinção entre eles, pois o que é sujeitar-se? É entregar-se a alguém. O que é amar? É entregar-se a alguém. Assim, uma entrega altruísta tanto da parte do marido como da parte da esposa é o alicerce para um casamento duradouro e próspero.
 
Para saber mais: Efésios 5.21-33
 
 
- John Stott
Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo 
via Ultimato
 

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