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Israel

Ataques contra judeus aumentam 90% nos Estados Unidos

O The Combat Antisemitism Movement, uma organização que monitora o antissemitismo no mundo, registrou 158 incidentes em janeiro deste ano.

Fonte: Guiame, com informações de Jewish News SyndicateAtualizado: quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022 19:48
Em janeiro deste ano, foram registrados 159 incidentes antissemitas. (Foto: Ted Eytan/Creative Commons).
Em janeiro deste ano, foram registrados 159 incidentes antissemitas. (Foto: Ted Eytan/Creative Commons).

Os ataques contra judeus tiveram um aumento de 90% em janeiro, nos Estados Unidos, conforme o último relatório do The Combat Antisemitism Movement (CAM), uma organização que monitora o antissemitismo no mundo.

Com 158 incidentes antissemitas registrados no último mês, o aumento acontece em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o relatório da CAM, em janeiro deste ano, 58,2% dos incidentes estavam associados à extrema direita, 13,9% à extrema esquerda e 13,3% das ações antissemitas estavam ligadas ao Islã. Os 14,6% restantes tiveram “motivos não identificáveis”.

A organização também detectou um aumento de 14,1% nos incidentes antissemitas de extrema direita no mês de janeiro, em comparação a 2021. Enquanto uma diminuição de 5,2%, 5,8% e 3,1% foi registrada nos casos de extrema esquerda, islâmicos e não identificáveis, respectivamente.

A The Combat Antisemitism Movement também monitorou incidentes antissemitas nos três meses anteriores ao ataque terrorista com reféns na Congregação Beth Israel, no Texas, em 15 de janeiro.

Neste período de três meses, a organização rastreou 34 ataques em sinagogas e centros judaicos no mundo. 65% deles ocorreram nos Estados Unidos. 

Além disso, houve um pico na atividade antissemita nas redes sociais, com uma ação coordenada pedindo a libertação da terrorista condenada Aafia Siddiqui, conhecida como  "Lady Al-Qaeda". De acordo com a CAM, a campanha online levou ao ataque na Congregação Beth Israel.

Em janeiro deste ano, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que condena a negação do Holocauto, em resposta ao aumento do antissemitismo online e offline, e que pede às empresas de mídia social que combatam a discriminação contra judeus em suas plataformas.

O elemento principal da resolução é a solicitação aos gigantes das redes sociais, como Facebook, Instagram, TikTok e Twitter, que removam qualquer conteúdo antissemita das plataformas.



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