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Mesmo em guerra, Israel anuncia missão de ajuda à Venezuela após terremotos

Enquanto enfrenta um conflito no Oriente Médio, Israel anunciou o envio de equipes médicas e de emergência para auxiliar as vítimas dos terremotos na Venezuela.

Fonte: Guiame, com informações do Jerusalem PostAtualizado: quinta-feira, 25 de junho de 2026 às 16:40
Escombros deixados pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela. (Captura de tela/YouTube/AP)
Escombros deixados pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela. (Captura de tela/YouTube/AP)

O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou, nesta quinta-feira, que o país se prepara para enviar uma delegação de ajuda humanitária à Venezuela após os terremotos que atingiram o país.

Segundo a nota, “o Ministério está realizando uma avaliação da situação junto às autoridades competentes em Israel e examinando as opções de assistência”.

O anúncio ocorre em um momento em que Israel ainda enfrenta os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Apesar das tensões de segurança e das operações militares na região, o governo israelense decidiu mobilizar equipes de ajuda humanitária e assistência médica para apoiar as vítimas dos terremotos na Venezuela.

Resposta a emergências

O Ministério da Saúde também se prepara para enviar uma delegação de ajuda médica à Venezuela, com equipes médicas, logísticas e de resposta a emergências prontas para integrar os esforços no país.

A mobilização aguarda a coordenação e a aprovação do Ministério das Relações Exteriores.

As ofertas de ajuda surgem após um terremoto de magnitude 7,2 atingir uma área a cerca de 160 km a oeste de Caracas, na quarta‑feira (24), seguido menos de um minuto depois por um segundo tremor, ainda mais forte, de magnitude 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Comunidades judaicas

O Keren Kayemeth LeIsrael–Fundo Nacional Judaico (KKL‑JNF) anunciou, nesta quinta‑feira, que se prepara para destinar centenas de milhares de shekels em ajuda às comunidades judaicas da Venezuela.

Segundo o KKL‑JNF, a ajuda inclui apoio a 500 famílias que tiveram de deixar suas casas após os terremotos.

O presidente do KKL‑JNF, Eyal Ostrinsky, conversou com Roberto Mishkin, líder destacado da comunidade judaica na Venezuela e CEO do KKL‑JNF no país, que o atualizou sobre a situação no terreno.

“O KKL está comprometido com as comunidades judaicas na diáspora, que são parte inseparável de nós tanto em tempos normais quanto em emergências. Assim como estivemos presentes durante a Operação Leão Rugidor em Beit Shemesh, Beersheba, Dimona e Arad, apoiando comunidades que sofreram graves danos e profunda convulsão social, também estaremos ao lado de nossos irmãos na Venezuela em sua hora de necessidade”, afirmou Ostrinsky.

“Muitos membros da comunidade optaram por enfrentar essa noite difícil juntos e estão dormindo no centro comunitário judaico da cidade”, disse.

Ajuda humanitária

A IsraAID, maior organização humanitária não governamental de Israel, confirmou que está enviando uma equipe de resposta a emergências para o país sul‑americano.

“A equipe inicial da IsraAID incluirá especialistas em resposta a emergências e especialistas humanitários da missão em andamento da organização na Colômbia e de sua Equipe Global de Resposta a Emergências”, acrescentou a ONG.

A IsraAID informou que sua equipe atuará nas áreas de “saúde mental e primeiros socorros psicológicos, além de água, saneamento e higiene, e na avaliação rápida das necessidades das comunidades afetadas”.

Outros países se mobilizam

Outros países como EUA, China, Espanha e Brasil também anunciaram que prestarão auxílio à Venezuela após o terremoto.

O presidente americano, Donald Trump, fez uma postagem sobre a tragédia na Venezuela.

“Os dois grandes terremotos que acabaram de atingir o grande povo da Venezuela são de proporções gigantescas e deixaram um número devastador de mortes”, escreveu Trump no Truth Social.

Ele acrescentou que “os EUA estão prontos, dispostos e aptos a ajudar” e que instruiu todas as agências do governo a se prepararem para agir rapidamente.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o país fará tudo ao seu alcance para auxiliar a Venezuela. Até o momento, segundo as autoridades chinesas, não há relatos de mortos ou feridos entre os cidadãos do país.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também manifestou apoio aos esforços de recuperação do governo venezuelano e orientou o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil em Caracas a avaliarem de que forma o país pode contribuir.

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