Resolução da ONU quer impedir Israel de reagir a ataques da Palestina

O embaixador de Israel na ONU criticou que a resolução só peça que Israel deixe de usar suas forças militares em Gaza, mas não repudie o terrorismo do Hamas.

fonte: Guiame, com informações da CBN News

Atualizado: Sexta-feira, 1 Junho de 2018 as 9:29

Soldados do exército de Israel. (Foto: Middle East Monitor)
Soldados do exército de Israel. (Foto: Middle East Monitor)

Os Estados Unidos estão afirmando que "vetarão inquestionavelmente" um projeto de resolução da ONU que pede medidas para proteger os palestinos da "ocupação israelense".

A resolução patrocinada pelo Kuwait "deplora" e exige o fim do "uso de qualquer força excessiva, desproporcionada e indiscriminada" pelas forças israelitas na tentativa de se defender da Palestina. O esboço também "deplora o lançamento de foguetes da Faixa de Gaza em áreas civis israelenses".

Porém a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, considera a proposta "uma abordagem grosseiramente unilateral que está moralmente falida" e prejudicaria os esforços em prol da paz entre Israel e os palestinos.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, também criticou o projeto de resolução por não mencionar o Hamas, a organização terrorista que governa Gaza.

Uma votação era esperada para quinta-feira à noite. Então os diplomatas disseram que seria adiada pelo menos até esta sexta-feira (1).

Enquanto isso, os EUA pedem ao Conselho de Segurança da ONU que condene o Hamas por ter disparado mais de 100 foguetes contra civis em Israel nesta semana. Israel respondeu aos ataques mirando em 65 bases terroristas.

Nikki Haley disse à ONU na quarta-feira que condenar Israel enquanto perdoa as ações do Hamas é uma decisão errada.

"Permitir que o Hamas seja absolvido de seus atos terroristas e, de alguma forma, esperar que Israel permaneça passivo quando for atacado, é o cúmulo da hipocrisia", disse ela. "Continuar a condenar Israel sem mesmo reconhecer o que realmente vem dos líderes em Gaza me faz questionar quem realmente se importa com o bem-estar do povo palestino".

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