Autor cristão ensina sobre ambição e o vazio do sucesso profissional sem Deus

Em “O executivo e o engraxate” Edson Spricigo questiona não apenas o que é sucesso, mas o que sustenta sua plenitude.

Fonte: GuiameAtualizado: segunda-feira, 13 de abril de 2026 às 13:48
Imagem Ilustrativa. (Foto: Unsplash/Hunters Race)
Imagem Ilustrativa. (Foto: Unsplash/Hunters Race)

Pedro Luís parece estar no auge: é um executivo respeitado, com esposa admirável e filhos já seguindo os próprios rumos, mas nada disso o satisfaz, pois ele é movido pela vontade de sempre ter mais. 

Do outro lado, há José, um engraxate simples, de fé inabalável e coração generoso, que encontra plenitude no pouco que possui. Seus caminhos se cruzam em “O executivo e o engraxate”, de Edson Spricigo, durante um engraxamento de sapatos na praça central de Poterie, momento que inicia um diálogo capaz de redefinir valores, prioridades e o verdadeiro sentido da felicidade.

Ambientado no país fictício de Treze Caravelas, no Estado de Nova Alexandria, o romance acompanha a trajetória de Pedro Luís Vasconcelos Júnior, criado em uma família estruturada e impulsionado desde cedo pelo consumo e pela ambição de alcançar o topo. 

Determinado, ele se forma em Ciências Contábeis, constrói família e assume um cargo de diretor administrativo financeiro. Porém, quanto mais ascende profissionalmente, mais se distancia dos afetos e da própria alegria. A rotina exaustiva e a obsessão por resultados transformam o sucesso em melancolia, revelando o vazio por trás das conquistas materiais.

O ponto de virada acontece em uma manhã comum, quando o protagonista observa o trabalho do engraxate José João Marcelino da Silva, cuja serenidade o intriga a ponto de iniciar uma conversa transformadora. 

Mesmo com poucos recursos, o homem revela uma felicidade genuína alicerçada na família, na fé e na solidariedade. Em contraste com a inquietação do executivo, o trabalhador expõe uma verdade simples e poderosa: bens são substituíveis, mas os vínculos não.

— Ao voltar à questão da coincidência ou mérito. Então me diga: o ar que respira, a água que toma, você tem dois olhos, dois ouvidos, aparentemente não tem nenhum defeito físico ou mental: então tudo isso foi por que você mereceu? Pedro Luís abaixa a cabeça concordando: — É verdade, sem Deus nada existiria. (O executivo e o engraxate, p. 30)

Com tom filosófico e introspectivo, Edson Spricigo constrói diálogos profundos e apresenta contrastes sociais que colocam frente a frente o poder corporativo e a simplicidade da vida. 

A alternância entre trajetória pessoal e reflexão existencial, aliada ao uso de personagens como espelhos morais, amplia o debate sobre ambição, mérito, sorte, fé cristã, propósito e relações familiares. Ao entrelaçar cotidiano e mensagem bíblicas, o romance questiona não apenas o que é sucesso, mas o que, de fato, sustenta a plenitude.

O executivo e o engraxate é uma narrativa sobre transformação interior e a possibilidade de reescrever a sua história enquanto ainda há tempo, evidenciando que a mudança começa no reconhecimento das próprias falhas e na decisão de substituir a ganância por atitudes mais solidárias e conscientes.


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