A maternidade como missão

A maternidade como missão

Atualizado: Segunda-feira, 10 Maio de 2010 as 8:39

"Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você." (2 Timóteo 1.5)

Mães e avós recebem hoje muitas e merecidas homenagens pelo seu dia. Filhos, netos, noras, genros e, claro, os presentes, farão a alegria de muitas mães. Muitas se emocionarão, outras talvez, lamentarão a ausência de algum dos filhos. Em comemorações familiares como essa, é comum que os olhares se voltem para trás, permitindo que as histórias sejam revividas na lembrança de cada um.

Nada melhor para uma mãe do que a sensação de ter cumprido uma missão, sabendo que conseguiu transmitir ao filho o melhor, tanto no que diz respeito à formação intelectual e moral, quanto espiritual. Nada melhor para um filho do que reconhecer a importância dos ensinamentos de sua mãe e, além de vivê-los, transmiti-los também aos seus descendentes.

É isso que o apóstolo Paulo parece querer ressaltar no versículo acima. Ao incentivar o jovem Timóteo a permanecer fiel aos preceitos que este havia aprendido (v.13), Paulo faz com que ele se lembre daquelas que foram responsáveis por lhe incutir as raízes de sua fé: sua mãe e sua avó

Em boas mãos

Se voltarmos nossos olhos para a Igreja Perseguida, veremos que as mulheres, como mães, desempenham também um importante papel. São elas que precisam assumir sozinhas a responsabilidade pela família quando o marido é preso ou morto por causa da fé em Cristo. Essa responsabilidade inclui não apenas o sustento físico, mas também emocional e, sobretudo, espiritual.

Essas mães precisam prover alimentação, roupas, educação, moradia e, diariamente, têm de explicar aos filhos a razão da ausência do pai. São elas que precisam despertar nos filhos a confiança em um Deus que permitiu a situação adversa em suas vidas. Elas os levam a orar, elas os ensinam a perdoar, elas os encorajam a serem fiéis em Cristo, mesmo sabendo que eles podem ter o mesmo destino que o marido.

Sem dúvida, é uma missão difícil, mas que não poderia estar em melhores mãos. Tudo que essas mulheres corajosas precisam é saber que não estão sós, que a sua família na fé está disposta a apoiá-la em qualquer circunstância.

Que nos países onde a Igreja é livre, esse Dia das Mães seja marcado pela alegria de sempre, mas que seja especial também para as mães da Igreja Perseguida, ao sentir que, por elas, muitas e muitas pessoas se levantaram em oração diante de Deus, para agradecer por suas vidas e para lhes fortalecer no difícil dia a dia da perseguição.

Assista ao vídeo de uma mãe (foto) que espera pela volta do pai de seus filhos, preso há dois anos na China.

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