Capelania prisional ganha atenção do governo da França como arma contra a radicalizção islâmica

Atualmente, a França tem 681 capelães cristãos e 182 muçulmanos atuando nos presídios

Fonte: Guiame, com informações da Folha de S.Paulo Atualizado: quinta-feira, 12 de março de 2015 às 12:32
Homem na prisão _ imagem ilustrativa
Homem na prisão _ imagem ilustrativa

Desde que a França sofreu ataques terroristas no início de 2015, autoridades francesas passaram a se preocupar mais com a radicalização islâmica no país, principalmente nas prisões. Por isso, a capelania prisional ganhou mais atenção do governo.

Os capelães, líderes religiosos que visitam as prisões e pregam para os encarcerados, passam a ser vistos como importantes aliados contra o terrorismo.

Capelões de diversas religiões fazem esse trabalho na França, mas os cristãos são maioria, com 681. Os muçulmanos são 182.

Esses líderes muçulmanos têm ganhado ainda mais atenção das autoridades ajudando a influenciar os presos de forma positiva quanto ao islamismo.

"Muitas vezes, as interpretações que os presos fazem do Alcorão são erradas", diz Mohamed Loueslati, capelão há 15 anos, explicando que o trabalho deles é mostrar um ponto de vista positivo, e não negativo, da religião.

Para incentivar a atuação de capelães, inclusive islâmicos, Manuel Valls, premiê francês, anunciou a criação de mais vagas para a função e a duplicação do benefício que eles recebem em dinheiro.


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