
Ludy, líder de uma Assembleia de Deus no Depto de Arauca, teve de fugir de sua cidade para proteger sua vida. Ela é irmã de José Rodriguez-Gamboa, líder da mesma denominação, que foi assassinado em abril de 2008.
Ludy foi informada de que um provável membro do ELN (Exército de Libertação Nacional da Colômbia) estava de tocaia em frente a sua casa. O homem estaria armado, esperando ela chegar.
Um amigo dela viu o homem e a avisou antes que chegasse em casa. Ludy saiu de Las Esmeraldas, cidade onde morava, e fugiu para outra, em outro Departamento.
Seu marido, professor do ensino fundamental, concordou com a fuga da esposa para outro Departamento. A igreja se reuniu e levantou uma oferta urgente para ajudá-la com o transporte.
Infelizmente, depois de umas semanas, Ludy teve de voltar porque sua situação financeira não era boa. Ela esperava ficar ausente por três meses, mais no dia 10 de setembro ela teve de voltar.
Atualmente, Ludy está com seu marido e sua filha Mônica (12), sendo protegida pela família. Ela fez um boletim de ocorrência pedindo proteção, mas não foi tomada nenhuma ação.
Os membros da igreja de Ludy se empenharam em ajudar financeiramente outros membros da igreja que sofreram ataques ou que tiveram de se realocar. ''Por isso, agora é difícil para a igreja assistir Ludy nessa situação'', disse o pastor Fidel Montañez.
''A maioria das pessoas aqui trabalhavam nos campos e são pagas por dia de trabalho. Outros membros da igreja estão fugindo também da violência e, portanto, encontram-se em condições econômicas críticas. Fazemos o que podemos'', ele acrescentou.
Algo que preocupa a família é o fato de um dos tios de Ludy querer levar Mônica para regiões onde a presença da guerrilha é forte, e animar a garota a se juntar aos rebeldes.
''Ajude-nos a orar'', disse Maria del Carmen, mãe de Ludy. ''A situação é muito delicada; minha filha está protegida, mas ficamos nervosos com a hipótese de algo lhe acontecer''.
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