“Eu escapei do Boko Haram”, diz cristã ao presidente Trump em reunião na Casa Branca

Esther passou três anos como “esposa” de um dos líderes do grupo terrorista e teve uma filha dele.

fonte: Guiame, com informações da Portas Abertas

Atualizado: Segunda-feira, 22 Julho de 2019 as 4:26

Esther cumprimenta o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. (Foto: Reprodução/The White House)
Esther cumprimenta o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. (Foto: Reprodução/The White House)

Esther é uma cristã nigeriana que foi sequestrada aos 17 anos pelo grupo terrorista Boko Haram. Ela se apresentou ao presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que escapou do poder dos jihadistas.

Hoje com 21 anos, Ester passou três anos como “esposa” de um dos líderes do grupo terrorista e teve uma filha dele, Rebecca.

Esther teve a oportunidade de conversar com o presidente americano em uma reunião na Casa Branca, quando Trump recebeu dezenas de pessoas que foram vítimas de perseguição religiosa em seus países, como uma mulher chamada Helen, da Eritreia e outra de nome Miriam, do Sudão.

O evento para o avanço da liberdade religiosa no mundo foi sediado no Departamento de Estado dos Estados Unidos e foi promovido por entidades que defendem a liberdade religiosa, como a cristã Portas Abertas.

Também durante esta importante semana em Washington, D.C., o CEO da Portas Abertas americana, David Curry e o Vice-Presidente Mike Pence, compartilharam pesquisas e histórias sobre a perseguição de cristãos em mais de 60 países e nos Estados Unidos.

Pence fez discurso focado na perseguição religiosa global. Segundo Curry, o vice americano “compartilhou o apreço pelo Portas Abertas e tudo o que estamos fazendo para apoiar a liberdade religiosa e os cristãos perseguidos".

"O vice-presidente Pence está aberto para nós e estamos tentando apoiar cristãos", disse o presidente do Portas Abertas, que pede a continuidade da oração por com esses crentes e mais de 245 milhões de cristãos perseguidos em todo o mundo.

Sofrimento

Esther voltou para casa grávida, na esperança de encontrar apoio. Em vez disso, ela logo foi descoberta. Por medo e ódio, sua aldeia zombou de Esther e das outras meninas que retornaram, chamando-as de "mulheres do Boko Haram".

"Eles zombaram de mim porque eu estava grávida", diz ela. "Até meus avós me desprezaram e me chamaram de nomes. Chorei muito. Eu me senti tão sozinha”, conta.

"O que partiu meu coração, ainda mais, foi que eles se recusaram a chamar minha filha de Rebecca. Eles a chamavam apenas de 'Boko'”, diz Esther, que passou a ser acolhida pela Portas Abertas.

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