
Desde o início do ano, mais de 12 mil civis foram mortos no Iraque sendo que a maioria das vítimas são minorias atacadas pelo Estado Islâmico.
O Grupo Internacional para Direitos de Minorias (MRG, na sigla em inglês) disse que diversas comunidades minoritárias na região, entre elas cristãos, yazidis e turcos, estão sujeitas a assassinatos, sequestros, violência sexual e em perigo de extinção no Iraque.
De janeiro a setembro, o número de civis mortos foi de 12.618, representando quase o dobro do ano anterior. Além disso, pelo menos 500 mil pessoas foram forçadas a fugir de suas vilas.
Mark Lattimer, diretor-executivo do MRG, disse que o governo iraquiano havia mostrado ser “incapaz ou não ter vontade de garantir a segurança das minorias”. "Considerando que as minorias geralmente não têm suas próprias milícias ou estruturas de proteção tribal, como os grupos majoritários da sociedade, elas estão especialmente vulneráveis", disse Lattimer em um comunicado que acompanhou o relatório.
Os civis que não fugiram do Iraque vivem com medo por sua segurança e os cristãos continuam tendo seus locais de cultos invadidos, evitando ainda mais que revelem sua identidade religiosa.
O documento também mostra que o governo não trabalhou para recompensar ou ajudar as vítimas atingidas nos ataques. "O sectarismo que está instalado no governo do Iraque e nas forças de segurança tem de ser revertido, e os responsáveis pelos ataques contra minorias têm de ser responsabilizados no Iraque e internacionalmente", afirmou Lattimer.
com informações da Portas Abertas
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