
Mais de 200 pessoas invadiram a casa de uma família cristã em Bangladesh e pressionaram um jovem a negar Jesus após a família sepultar um familiar de acordo com a fé cristã.
Kanon* nasceu em uma família de origem muçulmana. Sua mãe, Kulsum*, de 45 anos, e toda a família seguem a Jesus há cerca de 15 anos. Desde que deixaram o islã para seguir a Cristo, eles enfrentam ameaças e pressão de líderes islâmicos da região.
Conhecida por seu envolvimento com a comunidade, Kulsum já foi eleita três vezes para um cargo representativo local e participa de projetos de discipulado de mulheres apoiados por parceiros da missão Portas Abertas.
Apesar de estar integrada à comunidade, a família continua enfrentando oposição por causa da fé. A situação ficou ainda mais difícil após a morte do sogro de Kulsum, que também era cristão.
Multidão extremista invade a casa da família
Líderes da comunidade tentaram impedir que o funeral fosse realizado de acordo com os princípios cristãos. Eles chegaram a exigir uma quantia alta em dinheiro para permitir o sepultamento, mesmo em um terreno que pertencia à própria família.
Com o apoio das autoridades locais e de moradores, a igreja conseguiu realizar o funeral. Mas, poucos dias depois, a família recebeu ameaças e foi avisada de que teria que participar de uma reunião comunitária.
Eles foram ameaçados com agressões físicas e expulsão da região caso não negassem Jesus. Com medo das ameaças, a família passou a evitar sair de casa e circular pela comunidade.
A reunião estava marcada para abril de 2026, mas ninguém apareceu no dia combinado. Então, a família pensou que o conflito havia terminado.
No entanto, por volta da meia-noite, mais de 200 pessoas chegaram à residência dos cristãos acompanhadas por líderes islâmicos e lideranças locais.
O grupo exigiu entrar na casa e começou a questionar Kanon sobre sua conversão ao cristianismo. Eles também perguntaram por que documentos oficiais ainda o identificavam como muçulmano.
“Eu estava orando continuamente para que o Espírito Santo orientasse meu filho sobre o que dizer. Eles não me faziam perguntas; tudo era direcionado a ele. Alguns até tentaram agredi-lo, e eu não podia fazer nada além de orar”, disse Kulsum.
A multidão também ameaçou denunciar Kanon e o pressionou para que ele negasse Jesus.
Forçado a negar a fé
Durante a invasão, os extremistas também encontraram Bíblias e exemplares do Novo Testamento produzidos para cristãos de origem muçulmana na casa da família.
Com isso, enquanto os materiais eram expostos, a família foi acusada de incentivar outras pessoas a abandonar o islã e seguir o cristianismo.
Diante das ameaças e da pressão, Kanon foi forçado a declarar publicamente que havia renunciado à sua fé.
“Sei que meu filho foi pressionado a dizer aquelas palavras. Continuamos confiando em Deus e buscando força Nele”, declarou Kulsum.
Atualmente, Kanon está longe da comunidade por questões de segurança. A família continua enfrentando incertezas, mas recebe apoio espiritual de missionários locais.
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