
Burkina Faso está na região considerada a mais perigosa para cristãos: a África Subsaariana.
No país de maioria islâmica, aqueles que aceitam Jesus enfrentam perseguição, incluindo violência, rejeição por parte da família e pressão para abandonar a fé.
Mas, em muitas comunidades, muçulmanos e cristãos convivem de forma pacífica. Foi assim que Aicha, hoje com 12 anos de idade, conheceu o Evangelho quando tinha apenas 7 anos.
Ela e seus irmãos mais novos começaram a frequentar uma igreja local com seus vizinhos. “Ouvi que Jesus é o caminho a verdade e a vida”, lembrou ela, à Missão Portas Abertas.
A menina foi impactada pela mensagem de Salvação e decidiu entregar sua vida a Cristo. Por causa de sua conversão, ela foi perseguida por familiares muçulmanos.
“Meu tio paterno mais velho e meu tio materno mais novo me batiam por causa da minha fé. Um dia, me arrumei para ir à igreja e, no caminho, meu tio me encontrou. Ele me bateu e me obrigou a voltar para casa”, contou.
E acrescentou: “Quando meus pais descobriram que eu estava indo à igreja, eles me perguntaram por que eu tinha tomado aquela decisão. Respondi que ia à igreja para ouvir a Palavra de Deus”.
Mesmo enfrentando pressão para deixar a fé cristã, Aicha perseverou e permaneceu firme.
“Houve uma grande mudança na minha vida quando aceitei Jesus como meu Salvador. Eu me tornei gentil e obediente aos meus pais”, comentou ela.
Levando os pais a Jesus
Através da mudança de Aicha, seus pais foram atraídos para a igreja e também aceitaram Jesus.
“Fiquei feliz em falar aos meus pais sobre Jesus, porque queria que eles também cressem Nele”, disse ela.
Asseta, a mãe da menina, testemunhou: “Acredito que Deus encheu nossos filhos de coragem para enfrentar a perseguição. Era o plano de Deus que nossos filhos perseverassem para nos levar à salvação mais tarde”.
Logo depois, toda família enfrentou oposição de parentes muçulmanos por colocarem sua fé em Cristo.
“Meus tios ficaram bravos e nos expulsaram de casa imediatamente. Eles nos abandonaram e pararam de se importar com a gente. Minha mãe foi insultada, assim como todos do meu núcleo familiar. Depois disso, nós pegamos nossos pertences e fomos embora”, disse Aicha.
Apoio da Portas Abertas
Ao conhecer a história da menina e de sua família, a Portas Abertas forneceu ajuda em meio às dificuldades que viviam.
Através de doações, a missão pagou despesas médicas, forneceu alimentos e outros itens essenciais.
“Sou grata pelo apoio dessa organização e por tudo o que fizeram por nós. A Palavra de Deus que ouvi na igreja me deu forças para perseverar”, declarou Aicha.
Burkina Faso ocupa a 16ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas.
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