
O apoiador de cristãos perseguidos e plantador de igrejas ao redor do mundo, Robert Courson, descreveu a situação dos crentes em meio à crise de perseguição religiosa na Nigéria.
Após registrar a celebração dos cristãos em um vídeo, em meio à onda de perseguição que esses seguidores de Jesus sofrem, Courson escreveu:
“Eu estava na Nigéria em 19 de dezembro de 2025 – apenas seis dias depois, o presidente [Donald] Trump ordenou ataques aéreos para atingir exatamente os terroristas que estavam caçando essas pessoas. Isto é o que estava acontecendo no terreno”.
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O tema da perseguição religiosa na Nigéria voltou ao centro do debate internacional após declarações e medidas do governo dos EUA voltadas ao combate a grupos extremistas que têm como alvo comunidades cristãs no país africano.
A atuação do presidente americano foi apoiada por lideranças cristãs, inclusive locais, como um marco de endurecimento no combate ao terrorismo, especialmente após operações militares ordenadas para atingir facções armadas responsáveis por ataques contra civis.
Embora abrigue uma das maiores populações cristãs da África, a Nigéria figura hoje entre os países mais perigosos do mundo para seguidores de Jesus.
‘Fé provada pelo fogo’
Courson relatou a coragem dos cristãos nigerianos e destacou como a fé tem fortalecido comunidades inteiras em meio à onda de ataques mortais.
“O mundo ocidental frequentemente olha para a Nigéria com pena ou medo. Mas, ao olhar para esses rostos, eu não vi medo. Vi uma fé que foi provada pelo fogo e saiu como ouro”, disse.
Segundo ele, essa convicção permanece inabalável:
“As nações podem tremer, mas o Reino não pode ser abalado. A Igreja nigeriana não tem medo.”
Sobre os ataques contra terroristas do Estado Islâmico (ISIS) no noroeste da Nigéria, realizados pelos EUA no Natal, Courson expressou seu apoio:
“Creio plenamente que, quando aqueles ataques aéreos atingiram seus alvos no dia de Natal, não foi apenas estratégia militar – foi uma resposta aos clamores dos justos”.
“Apoio totalmente a ação tomada para esmagar o mal que tem como alvo os crentes. E posso dizer: os cristãos no terreno também apoiam. Eles sabem a diferença entre ‘negociações de paz’ e proteção de fato”, declarou.
Para Courson, paz não é a ausência de conflito. “Às vezes, é a destruição do mal.”
Ele finalizou sua mensagem citando um versículo bíblico:
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto, não temeremos...” Salmo 46:1–2
Genocídio de cristãos
Organizações e lideranças cristãs denunciam a perseguição a comunidades cristãs na Nigéria e classificam a onda de violência como um genocídio em curso.
De acordo com organizações cristãs internacionais, ataques sistemáticos de grupos radicais islâmicos – entre eles facções associadas ao Boko Haram e milícias extremistas no cinturão central da Nigéria – têm levado à destruição de vilarejos inteiros, com assassinatos, sequestros e deslocamentos forçados de populações civis.
Milhares de famílias cristãs foram obrigadas a deixar suas terras e hoje sobrevivem em campos improvisados para escapar da violência.
Em meio ao aumento da violência, os EUA incluíram a Nigéria na lista de Países de Preocupação Especial (CPC, sigla em inglês) por graves violações à liberdade religiosa.
De acordo com o Departamento de Estado, a inclusão da Nigéria na lista de Países de Preocupação Especial reconhece a existência de perseguição sistemática contra cristãos, incluindo ataques frequentes a igrejas, lideranças religiosas e comunidades rurais vulneráveis.
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