Muçulmano se rende a Jesus após colocar religião à prova: “Tive dúvidas ao ler o Alcorão”

Frustrado com o Islã, Mohammed descobriu a verdade sobre a Bíblia através de pesquisas na internet.

fonte: Guiame, com informações da Portas Abertas

Atualizado: Terça-feira, 4 Junho de 2019 as 10:16

Imagem ilustrativa. Muçulmano segurando o Alcorão, livro sagrado do Islã. (Foto: Narendra Shresthaepa/EPA)
Imagem ilustrativa. Muçulmano segurando o Alcorão, livro sagrado do Islã. (Foto: Narendra Shresthaepa/EPA)

Depois de ver aumentar suas dúvidas sobre o Islã — a religião de sua criação na Arábia Saudita — Mohammed* começou a procurar a verdade através da internet. Sua curiosidade mudou sua vida para sempre.

“Por muitos anos, tive dúvidas ao ler o Alcorão”, disse Mohammed à Portas Abertas. “Por exemplo, o fato de que Alá e Maomé são considerados iguais. Como poderia Maomé, um homem pecador, ser igual a Deus?”.

Com o passar do tempo, Mohammed notou mais inconsistências e decidiu colocar sua fé muçulmana à prova. Durante toda a sua vida, ele aprendeu que se deixasse de fazer uma das cinco orações diárias, seria punido por Alá.

“Então, decidi parar de orar por apenas um dia e ver o que aconteceu”, conta Mohammed. “Nada de ruim aconteceu. Pelo contrário, tive um dia de trabalho bem sucedido”.

A dúvida continuou crescendo e Mohammed começou a pesquisar sobre outras religiões na internet. Ele se deparou com a mensagem da Bíblia e chegou a baixar um aplicativo em seu smartphone, onde aprendeu os fundamentos básicos do cristianismo.

Mohammed se sentiu cada vez mais ansioso por conhecer cristãos, visitar uma igreja e ter uma Bíblia.

Na Arábia Saudita — o 15º país que mais persegue cristãos no mundo, segundo a lista da Portas Abertas — os nativos são proibidos de entrar nas igrejas. Os convertidos do islamismo podem enfrentar a pena de morte e as Bíblias são consideradas ilegais.

Pesquisando a verdade

Mas o risco de prisão, discriminação e até morte não impediram Mohammed de conhecer a Cristo.

Em viagens para dois países diferentes no Oriente Médio, onde os cristãos são autorizados a visitar igrejas autorizadas, ele tentou entrar em um dos templos. No entanto, essas igrejas “abertas” geralmente não podem ministrar aos muçulmanos, apenas aos próprios cristãos.

Sem desistir, Mohammed fez uma nova pesquisa na internet e encontrou um site cristão voltado para o mundo árabe. “Eu sei que Jesus Cristo é o Filho de Deus”, ele digitou. “Posso fazer uma visita? Por favor, me leve a uma igreja e me dê uma Bíblia”.

A equipe de mídia social do site convidou Mohammed para o seu país. Finalmente, após anos de dúvidas e investigações, ele participou de seu primeiro culto, com outros crentes ao seu redor e adorou o verdadeiro Deus pela primeira vez. “Senti meu coração cheio de alegria”, lembra.

Naquele dia, um novo mundo se abriu para Mohammed. Ele passou a frequentar todas as reuniões de estudo bíblico, às vezes até quatro por dia, e conversou muito com os pastores da igreja.

Quem é Jesus para você?

Depois de alguns dias, um dos líderes da igreja perguntou: “Mohammed, quem é Jesus para você?”. Sua resposta não poderia ter sido mais clara: “Jesus é meu Salvador, meu Deus”. O pastor continuou: “Você acredita que Ele morreu por seus pecados na cruz?” Mais uma vez, uma confirmação completa: “Com certeza”.

Alguns dias depois, a liderança da igreja batizou Mohammed durante uma reunião especial. Na frente de um novo grupo de amigos, ele declarou ser um seguidor de Cristo. No dia seguinte, Mohammed retornou à Arábia Saudita como um cristão nascido de novo, levando consigo seu bem mais precioso: sua primeira Bíblia.

Mohammed agora vive como um cristão secreto na Arábia Saudita. Se as autoridades do país ou sua família descobrirem sua fé em Jesus, sua vida pode estar em perigo. Nem mesmo sua esposa e filhos sabem que ele se converteu ao cristianismo. Ele continua sendo discipulado através das mídias sociais.

“Ore por Mohammed e crentes como ele, que são forçados a viver sua fé em segredo. Ore para que eles encontrem uma comunidade online de cristãos com os quais possam orar e crescer em Cristo”, pede a organização.

* Nome fictício por motivos de segurança.

veja também