Nenhum povo enfrenta mais ódio que os cristãos, diz vice-presidente dos EUA

Mike Pence pediu que todos os cristãos se empenhem em ajudar seus irmãos que sofrem com a perseguição religiosa.

fonte: Guiame, com informações do Faithwire

Atualizado: Sexta-feira, 22 Março de 2019 as 9:29

Mike Pence fala em favor dos cristãos perseguidos. (Foto: The Christian Broadcasting Network)
Mike Pence fala em favor dos cristãos perseguidos. (Foto: The Christian Broadcasting Network)

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence emitiu um "apelo urgente" para ajudar a Igreja perseguida em todo o mundo. Falando na cúpula “Help the Persecuted” (“Ajude os Perseguidos”) em Washington D.C na última sexta-feira (15), Pence disse que “nenhum povo de fé enfrenta maior hostilidade ou ódio do que os seguidores de Cristo” e pediu aos cristãos americanos para apoiar seus irmãos perseguidos.

"Em mais de 100 países, do Irã à Eritreia, mais de 245 milhões de cristãos enfrentam intimidação, prisão, conversão forçada, abuso, agressão ou, pior ainda, simplesmente por manter as verdades do Evangelho", explicou Pence. "No Iraque, vemos monastérios sendo demolidos, padres e monges decapitados e a tradição cristã de dois milênios em Mosul se agarrando à sobrevivência".

Ele continuou: "Na Síria, vemos comunidades antigas queimadas e crentes torturados por confessarem o nome de Cristo. É doloroso pensar que a população cristã na Síria foi reduzida pela metade nos últimos seis anos, e muitos dos que permaneceram foram deslocados de suas antigas casas. No Iraque, os seguidores de Cristo diminuíram em 80% na última década e meia".

A organização "Help the Persecuted" é dedicada a identificar e ajudar os cristãos perseguidos em todo o mundo, atingindo mais de 25.000 indivíduos e suas famílias desde 2011.

"Não poderíamos ser mais gratos pelos esforços heróicos dos homens e mulheres que trabalham e investem nessa organização,
porque a 'Help The Persecuted', todos os dias, coloca as mãos e os pés para defender nossa fé", acrescentou Pence. "Vocês, que apoiam essa organização, fornecem apoio físico e espiritual para aqueles que estão literalmente de pé do lado de fora dos portões por causa de sua fé e de quem eles são".

O difícil contexto descrito por Pence pode ser comprovado em mais de 50 países, que têm sofrido com intense intolerância religiosa. Confira abaixo alguns deles:

Nigéria

No início deste mês, mais de 20 cristãos nigerianos foram massacrados por extremistas islâmicos Fulani no mais recente ataque brutal, dentre os que têm abalado a nação. Os Fulani têm sido responsáveis ​​por centenas de ataques contra a população cristã da Nigéria. Ele atacaram em 4 de março de 2019 com ações coordenadas em uma série de aldeias do Estado de Benue.

Segundo a agência de apoio ao cristãos perseguidos, 'International Christian Concern', cerca de 23 pessoas foram assassinadas nos ataques, que foram perpetrados com facões e armas de fogo.

"Foi horrível. Eles mataram mais de 20 pessoas", disse um membro do conselho legislativo de Gwer West após o incidente. "Alguns foram mortos por tiros e alguns por facões!".

China

Preocupações graves foram levantadas depois que um número de cristãos da igreja 'Early Rain Covernant', sofreu diversos tipos de ataques do Partido Comunista, como invasões durante o culto e prisões arbitrárias.

Por vários meses, a polícia chinesa tem participado de prisões em massa, espancamentos e interrogatórios da equipe de liderança da igreja e da congregação. O pastor da igreja, Wang Yi, enfrenta uma sentença de prisão de décadas por "subversão contra o poder do Estado".

A China é uma das nações mais rigorosamente monitoradas do planeta e está classificada como o 27º país mais perseguido do mundo na lista de observação mundial da Portas Abertas (EUA) 2019.

Paquistão

No mês passado, quatro mulheres cristãs, que eram do bairro de Farooq-e-Azam, em Karachi, foram falsamente acusadas de blasfêmia em uma farsa elaborada por um casal muçulmano.

O caso mais proeminente de perseguição, no entanto, continua a ser o sofrimento de Asia Bibi, que ainda está detida no Paquistão, apesar de ser exonerada de todas as acusações contra ela.

Bibi, de 53 anos, está em péssima condição física enquanto continua em um esconderijo na cidade paquistanesa de Karachi.

Apesar do fato de que os filhos de Bibi estão agora seguros no Canadá, o governo paquistanês quer garantias da mãe que não falará mal de seu país de origem na mídia ao sair.

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