
Um pastor alcançado por missionários na infância tem se dedicado a evangelizar comunidades remotas em Gana. Por meio de seu ministério, mais de 80 poços de água potável já foram perfurados, muitos deles em vilarejos predominantemente muçulmanos.
A história de Godwin K. Ahlijah com missões começou ainda na infância. Em 1982, quando tinha apenas 9 anos, ele entregou sua vida a Jesus em uma igreja plantada por missionários na cidade de Tema.
Hoje, aos 52 anos, ele lidera a Harvest Mission Chapel, localizada na região da capital Accra — principal cidade e capital de Gana.
Para ele, a experiência de ver missionários viajando milhares de quilômetros para pregar o Evangelho marcou profundamente sua vida. Desde então, Ahlijah fundou três igrejas e iniciou diversos projetos missionários.
Por meio da Meaningful Life International, organização sem fins lucrativos fundada por ele há 20 anos, já foram realizadas mais de 100 ações de saúde, quase 40 igrejas foram fundadas e dezenas de líderes cristãos receberam treinamento.
Alcançando muçulmanos por meio de ações sociais
Além disso, a perfuração de poços tem levado água potável a milhões de pessoas. Em 2017, a organização humanitária World Vision estimou que os poços do ministério atendiam cerca de 1,3 milhão de pessoas. Atualmente, Ahlijah acredita que esse número esteja se aproximando de três milhões.
Desde 2006, o pastor já recebeu cerca de 100 equipes missionárias dos Estados Unidos. Esses grupos também ajudaram na construção de poços, muitos deles em vilarejos predominantemente muçulmanos.
“Nunca houve alegria maior para mim do que ver meus amigos americanos vindo para Gana. Leva muito tempo, mas o impacto que isso deixa neste país faz com que o tempo gasto hospedando-os seja um pequeno preço a pagar”, afirmou o pastor.
Um dos parceiros mais próximos do ministério é o líder cristão americano Sam M. Huddleston. Durante sua primeira viagem ao país, em 2002, ele visitou uma aldeia onde os moradores buscavam água em um “lamaçal”.
“Uma menininha se aproximou, se abaixou, pegou uma xícara, mergulhou na lama e bebeu. Eu comecei a chorar”, relembrou ele.
Comovido com a situação, ele voltou aos Estados Unidos e mobilizou igrejas e organizações para arrecadar recursos. Dezoito meses depois, retornou ao vilarejo para ajudar na perfuração de um poço.
“Ahlijah me ajudou a construir uma ponte para um lugar que aqueceu meu coração. Quando vou lá, Deus fala comigo e me sinto muito grato ao Senhor pelo que Ele está fazendo em minha vida”, contou Huddleston.
O relacionamento deles inspirou Huddleston a ir além no desenvolvimento do trabalho missionário africano.
Segundo a AG News, até o momento, Huddleston visitou nove países do continente e arrecadou fundos para perfurar poços, concluir um hospital e plantar igrejas.
O americano de 72 anos destacou que, entre as muitas lições que aprendeu viajando para a África, está a importância de orar pela obra de Deus:
“Você não consegue fazer o que eles fazem na África se não for uma pessoa de oração. É difícil, desde sair do avião até pegar a estrada. Mas as pessoas? Nunca conheci pessoas assim. Aprendi muito sobre humildade e pregação também. Já viajei o mundo todo, e os pastores em Gana sabem como pregar”.
Expansão do trabalho missionário no país
O pastor Ahlijah explicou que parcerias entre igrejas africanas e missionários estrangeiros têm sido fundamentais para expandir o alcance do Evangelho no continente.
De acordo com ele, a África agora possui o maior número de cristãos do mundo. No entanto, o crescimento do cristianismo ressalta que ainda há desafios, como a necessidade de formar líderes para discipular os novos convertidos.
“Equipes missionárias podem ajudar a suprir essa necessidade”, afirmou ele.
Em Gana, os missionários contribuem para encorajar os cristãos, além de fornecer suprimentos e equipamentos médicos. As equipes ainda enviam médicos para treinar profissionais da saúde, pastores para capacitar líderes ministeriais e ajudam a expandir o trabalho missionário no país.
“Houve um tempo em que as pessoas não acreditavam que os africanos pudessem ministrar ao seu próprio povo sem a presença de americanos”, disse o pastor.
“Agora, como africano, me vejo recebendo a confiança daqueles que trouxeram o Evangelho para cá, para ir ao encontro do meu próprio povo. Isso significa muito”, concluiu.
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