Pastor que fugiu da perseguição no Irã será deportado após 6 anos na Turquia

O governo turco emitiu uma ordem para que Hekmat Salimi e a família deixem o país em até 7 dias.

Fonte: Guiame, com informações de Internacional Christian ConcernAtualizado: quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022 18:21
Pastor Hekmat Salimi com a esposa e a filha. (Foto: Article 18).
Pastor Hekmat Salimi com a esposa e a filha. (Foto: Article 18).

Um pastor que fugiu da perseguição islâmica no Irã enfrenta uma deportação forçada iminente. Há seis anos, o ministro anglicano Hekmat Salimi, de 72 anos, se mudou para a Turquia em busca de asilo, junto com sua esposa e filha.

De acordo com a International Christian Concern (ICC), em fevereiro, o governo turco emitiu uma ordem para que o pastor e sua família deixem o país em até 7 dias, caso contrário, seriam deportados à força para o Irã.

Junto com outros cristãos iranianos, a família de Hekmat teve o pedido de refúgio rejeitado pela Turquia, após esperar mais de quatro anos e meio para que seu processo fosse analisado.

Os tribunais turcos julgaram que o pastor Salimi e sua família não enfrentaram “risco real” de perseguição se retornarem ao Irã. Entretanto, segundo o ICC, os cristãos iranianos continuam enfrentando ameaças e são constantemente vigiados pela inteligência do país.

O pastor Hekmat deixou o islã para seguir a Jesus durante a Revolução Iraniana e passou a ser perseguido pelo governo em 2009, quando lutou para reabrir a Igreja Anglicana de São Paulo em Isfahan, que estava fechada há 30 anos.

Durante os longos anos que Salimi serviu como ministro anglicano, os agentes da inteligência iraniana invadiram sua casa por duas vezes e o pressionaram a diminuir suas atividades religiosas.

Perseguição no Irã

O governo do Irã entende que a conversão de muçulmanos ao cristianismo é uma ameaça ao domínio islâmico no país. Então, os cristãos ex-muçulmanos são perseguidos pelo governo.

Família e comunidade participam dessa perseguição, já que enxergam como traidores aqueles que abandonam o islã e os costumes da religião.

Por conta desse cenário, as igrejas existem de maneira secreta e, quando são descobertas passam a ser invadidas, e todos os líderes e membros são presos. Eles recebem longas sentenças de prisão por “crimes contra a segurança nacional”.

 O Irã é o 9° país no mundo onde é mais difícil ser cristão, segundo a Lista Mundial da Perseguição 2022 da Missão Portas Abertas. 

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