A única maneira de vencer a perseguição é estarmos unidos, diz pastor de Cuba

Líder da Aliança Evangélica em Cuba, Sandy Cancino destacou a importância da unidade para vencer a intolerância religiosa.

fonte: Guiame, com informações do Evangelical Focus

Atualizado: Terça-feira, 27 Agosto de 2019 as 8:24

Cuba tem cercado cada vez mais igrejas evangélicas e pastores. (Foto: Believers)
Cuba tem cercado cada vez mais igrejas evangélicas e pastores. (Foto: Believers)

Sandy Cancino é um corajoso pastor, ativista pró-vida e pró-família cubano cristão. O site de notícias latino-americano "Evangelico Digital", falou com ele no congresso Expolit, realizado neste mês de agosto, no sul da Flórida. Por causa de seu ativismo, ele se tornou alvo de múltiplos interrogatórios e prisões, bem como ameaças e até mesmo zombaria nas redes sociais.

Esta nova viagem que Sandy fez de Cuba a Miami levou as pessoas a saberem mais sobre as restrições que o governo cubano recentemente impôs "repentinamente" aos líderes cristãos da ilha. Ele também está surpreso por ter sido uma de suas saídas menos complicadas do país.

Cancino é também um produtor e comunicador audiovisual que trabalha para defender a vida e a família, como parte da Liga Evangélica de Cuba, uma das principais organizações cristãs cubanas.

O líder cristão falou um pouco mais sobre a relevância da organização em Cuba. Segundo ele, a união entre os cristãos é essencial para enfrentar a intolerância religiosa cada vez mais intensa na nação socialista.

"A Igreja em Cuba há muito tempo percebeu que precisa da representação de uma igreja com uma perspectiva do Reino. Também precisa compartilhar com os outros, comparar a visão em conjunto, ter representatividade, enfrentar as novas leis que estão sendo estabelecidas em nossa nação e que afetam a própria Igreja. Existem coisas mais profundas para as quais uma aliança é, sem dúvida, necessária. Uma unidade institucional é necessária", destacou.

"Em Cuba existem vários projetos de unidade, mas esta é uma unidade institucional. É uma unidade na qual vários presidentes de comunidades com reconhecimento legal decidiram deixar suas diferenças e se concentrar unanimemente nas necessidades e situações da Igreja. Não vendo um ao outro de forma diferente, mas agindo juntos. É algo incipiente, um processo que começou há muito tempo", acrescentou. "Já havia intenção de criá-lo antes, mas a pressão do governo levou os líderes denominacionais a acelerar o processo, porque sabemos que a nova Constituição traz artigos que afetam a vida e a família, e também remove direitos como o direito de Objeção consciente. Há um novo Código da Família que será lançado em breve".

Cancino também aproveitou a oportunidade da entrevista para o site latino-americano para deixar uma importante mensagem aos cristãos sobre a importância da unidade.

"A igreja tem que ser uma. Estes são os tempos finais. Jesus está às portas. A igreja tem que lutar contra todo esse movimento anticristão que existe globalmente, a única maneira de prevalecer é estarmos unidos, reivindicando o direito à vida e à família. Através dessa mensagem de unidade, vamos atingir muitos, como diz em João 17:21: 'Pai, assim como tu estás em mim e eu estou em vós. Que eles também estejam em nós para que o mundo creia'. O mundo entenderá que Jesus Cristo veio, quando a Igreja deixar as diferenças, para se unir e, em uma só voz, reivindicar seus direitos", finalizou.

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