A morte que dá vida

A morte que dá vida

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 às 09:17

“Deus prova o Seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Rm 5.8

A morte que dá vida É costume afirmar que os seres humanos podem resolver todos os problemas, menos o da morte. Mas o que não podemos fazer,  Jesus o fez de forma admirável. Com Sua oferta de amor na cruz, venceu a morte para sempre. Por isso, em vez de ser um emblema da morte, a cruz de Cristo é um símbolo da vida, o sinal positivo perfeito: os dois madeiros cruzados, o sinal de + (mais) por excelência.

A cruz é o sinal mais claro do amor vitorioso de Deus. Ali a morte foi vencida! Ele nos deu tudo o que tinha, e o fez com alegria.  O Filho de Deus oferecia a própria vida por nossa redenção. Deu-Se inteiramente por amor a nós. Deu-nos a vida, e com ela a eterna redenção. Que esse presente inefável de amor preencha sempre o nosso ser.

Com a vida eterna que brota da cruz, a morte de Cristo nos reconciliou com Deus.  Fomos reconciliados com Deus mediante a morte de Seu Filho (Rm 5.10); Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões (II Co. 5.19).

Que amor insondável para com todos! Comove-nos pensar que esse mesmo amor foi particularmente dedicado a você e a mim.

Esse amor insondável não foi manifestado apenas pelo Filho, que morreu, mas também pelo Pai, que O doou a nós. Mais que isso, o próprio Pai estava com Jesus na cruz.

Nosso Substituto, que tomou nosso lugar e morreu a nossa morte na cruz, não foi Cristo somente, nem Deus somente, mas Deus em Cristo, que foi verdadeiramente e completamente Deus e homem, e que, por causa disso, foi singularmente qualificado para representar tanto a Deus quanto o homem e mediar entre eles.

Um casal não conseguiu manter seu relacionamento e, pouco depois da separação, faleceu o único filho que tinham. Dias mais tarde, o pai foi localizado na nova cidade em que vivia, e ali recebeu a triste notícia. Em seguida, viajou até o cemitério onde estava sepultado seu querido filhinho. Mas, enquanto se aproximava do túmulo para depositar as flores que levava, viu junto à sepultura a ex-esposa.

O primeiro impulso do homem foi fugir antes que ela o visse, mas depois decidiu a aproximar-se para colocar as flores. Quando ele e a mulher se encontraram no lugar de sua dor em comum, ambos se enterneceram, se abraçaram enquanto choravam sobre o túmulo de seu amado filho, e se reconciliaram.

Como esse casal se separou, assim os seres humanos se separaram de Deus. Pecaram e romperam sua relação com Ele.  Mas, nessa separação milenar, também a morte de um filho produziu a maravilhosa reconciliação.

A morte de Cristo, com seu transbordante amor redentor, levou-nos de volta ao Pai.  Já não há distancia entre Ele e nós. Por meio da fé, recebemos o perdão reconciliador de Deus. Vivemos agora junto dEle. Como Seus filhos, nos sentimos acompanhados e redimidos.

Quão grandioso é o amor reconciliador de Jesus!

A morte de Cristo foi infinitamente mais que o sacrifício de um mártir, porque um mártir não pode reconciliar, nem perdoar, nem resgatar do mal um pecador.  Era necessário que o Criador fosse também nosso Redentor. E, se Deus tivesse um plano melhor ou menos doloroso que o da cruz para redimir o homem, seguramente o teria levado a cabo. Mas não teve e Jesus sangrou para nos dar vida eterna.

Mas o que fez foi perfeito e comovente. Com muita dor, mas com infinito amor, Deus nos salvou. Em Jesus Cristo temos a redenção.

Quando lhe faltar algo de que necessite, ou quando tiver um problema para resolver, lembre-se de que o Senhor está com você para ajudá-lo. Quem lhe presenteou a vida eterna por amor, como não irá socorrer e sustentar você nos momentos sombrios? Ele lhe dará gratuitamente a ajuda de que precisa.

Assim, não se desespere na hora da dor. Deus lhe dará a vitória sobre todos os seus males, se você for a Ele em busca de ajuda. Não duvide disso, porque Ele já fez o máximo por você: deu-lhe Sua vida! Qualquer outra coisa boa que possa necessitar lhe virá por acréscimo.

Por:  Pb. João Carlos Toledo

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