Católicos abandonam igreja na Alemanha

Católicos abandonam igreja na Alemanha

Atualizado: Terça-feira, 27 Abril de 2010 as 12

O escândalo dos abusos sexuais que envolve a Igreja Católica na Alemanha está provocando um abandono em massa de fiéis, que deixam de doar dinheiro para custeio das confissões religiosas. Segundo reportagem publicada pelo jornal "Frankfurter Rundschau, o número de baixas já pode ser qualificado de 'dramático', especialmente no sul da Alemanha, sobretudo no católico estado da Baviera. O jornal consultou bispados e registros responsáveis pela apuração dos fiéis para fazer o quadro da situação.

A pesquisa do diário alemão revela que no bispado de Bamberg, no qual há até pouco tempo as baixas não superavam 200 ou 300 fiéis ao mês, o número chegou a 1.400 em março, enquanto em Würzburg passou de 400 para mais de 1.200. Em Regensburg, onde surgiu um escândalo por maus tratos às crianças do Coro Catedralício dirigido pelo irmão do papa, Georg Ratzinger, as baixas se multiplicaram por cinco.

E em Augsburgo, cujo bispo, Walter Mixa, renunciou esta semana após reconhecer ter maltratado crianças de um orfanato quando era pároco de uma localidade da Baviera, as baixas desde o início do ano já somam mais de quatro mil fiéis. Segundo a publicação, números expressivos de abandonos também foram registrados nos bispados de Rottenburg-Stuttgart, Osnabrück e Colônia, enquanto no de Berlim triplicou o número de pessoas que abandonaram oficialmente a igreja.

Por outro lado, a ministra alemã de Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger(foto), deseja aumentar os prazos de prescrição para que vítimas de abusos sexuais quando eram menores de idade possam dispor de mais tempo para denunciar os autores, segundo entrevista concedida ao jornal "Süddeutsche Zeitung". Atualmente, os prazos vencem três anos depois de as vítimas terem chegado aos 21 anos de idade.

O governo alemão também colocou em prática o seu plano de apoio às vítimas de pedofilia e para buscar soluções para casos de complexa perseguição judicial que frequentemente prescreveram como delito. O governo pretende esclarecer centenas de casos de pedofilia revelados nos últimos meses em todo o País. O grupo reúne três ministras: a de Justiça, Sabine Leutheusser-Scharrenberger, a de Educação, Annette Schavan, além de Scrhöder - assim como a ex-ministra Christine Bergmann, titular da Família no governo de Gerhard Schröder e agora encarregada especial do governo para essa incumbência. O grupo conta com 61 membros.

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