A correção bíblica é interpretada como ‘discurso de ódio’ nas eleições, diz Luciano Subirá

O pastor Luciano Subirá observa que há uma distorção do conceito de cristianismo durante a corrida presidencial.

fonte: Guiame

Atualizado: Quinta-feira, 25 Outubro de 2018 as 10:56

As eleições serão concluídas no próximo domingo (28), mas há uma preocupação com a distorção do conceito de cristianismo durante a corrida presidencial, de acordo com o pastor Luciano Subirá.

Subirá explica que a maioria das pessoas tem uma imagem de Jesus criada por Hollywood, da mesma forma há uma “caricatura teológica” a respeito de Cristo. “Estão pregando um Jesus que não combina com o todo da revelação Dele na Bíblia”, observou em um vídeo publicado nesta quarta-feira (24).

O pastor alertou os cristãos que têm sido influenciados por pessoas que não seguem a mesma fé, mas ainda assim usam os argumentos políticos para definirem o cristianismo. “Em nome do ‘ataca Bolsonaro e defende Haddad’, muitos usam a conversa de ‘discurso de ódio’. Eu quero te perguntar o que você entende pela revelação do amor bíblico?”, questionou.

“Quem foi que disse que o discurso de amor é um discurso de aceitação total de qualquer comportamento por parte das pessoas? Jesus não fez isso, os apóstolos não fizeram isso, a Igreja não fez isso e nós, Igreja atual, não vamos fazer a mesma coisa. Esse discurso de ‘paz e amor’ que foi criado ou é algo hippie, ou é um engano que não tem nada a ver com o Senhor Jesus”, completou.

Subirá ainda fez questionamentos: “Eu pergunto 500 anos depois da reforma: quando foi que deixamos de ser protestantes? Quando passamos a engolir a ideia que em nome do amor aceitamos tudo o que tentam nos impor e não temos o direito de falar nada, por que se não, não refletimos amor?”.

Tolerância ou segregação?

O pastor também fez uma análise sobre o conceito bíblico de segregação usando a figura do leproso, descrita no Antigo Testamento. “De acordo com a lei de Moisés, o leproso tinha que ser separado por razões óbvias. A lepra era contagiosa. Ele não era afastado porque ninguém gostava dele, mas porque ele carregava um mal que poderia se espalhar para muitos outros”, afirmou.

“Existia amor para com o leproso? Sim. Mas existia amor para com o resto do povo, a ponto de dizer: aquilo que está destruindo a sua vida não pode destruir todo mundo. Se houvesse evidências de que ele foi curado, ele seria reinserido. Porque aquela aparente segregação não era permanente, ela tinha a ver com o problema da lepra. O problema não era o leproso, era a lepra”, esclareceu Subirá.

“Na teologia, a lepra é uma figura do pecado. O que eu e você precisamos entender é que o próprio Jesus não atropelou esse princípio da lei de Moisés. Você vê Jesus expressando o amor de Deus pelos leprosos os curando, porque se fossem limpos, poderiam voltar ao convívio”, acrescentou o pastor.

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