Cristãos clamam pela paz no Cazaquistão: ‘Estamos em oração’

Representantes de alianças evangélicas emitiram um apelo para que o governo tome as medidas necessárias para conter a violência.

Fonte: Guiame, com informações de Christian Today e UolAtualizado: terça-feira, 11 de janeiro de 2022 13:02
Soldados tentam conter protestos nas ruas. (Foto: Captura de tela/Aljazeera)
Soldados tentam conter protestos nas ruas. (Foto: Captura de tela/Aljazeera)

Os cristãos estão preocupados com a situação no Cazaquistão e emitiram um apelo em conjunto pela paz no país através da Aliança Evangélica Mundial (WEA) e a Aliança Evangélica da Ásia Central (CEAE).

No pedido, os representantes exortam que os funcionários do governo tomem as medidas necessárias para conter a agitação das pessoas. O atual conflito político e social já causou mais de 160 mortes de manifestantes nos últimos dias, de acordo com a Folha de S. Paulo. 

Além disso, prédios públicos foram saqueados e cerca de 2 mil pessoas foram presas pelo Ministério do Interior. O secretário geral da WEA, Thomas Schirrmacher e o secretário geral da CEAE, Peter Kremeruk, clamam pelo fim da violência e o início de um diálogo por parte das autoridades, conforme o Christian Today.

Sobre o apelo de paz

“Existem muitos desafios em todo o mundo com os impactos econômicos contínuos da Covid-19 que geraram tensões em muitas nações”, disseram Thomas e Peter.

“No entanto, instamos os funcionários do governo no Cazaquistão a diminuir a agitação social e exortamos os cidadãos do Cazaquistão a expressarem suas queixas pacificamente”, eles reforçaram.

“Que todos os envolvidos no conflito se engajem em um processo de diálogo, trabalhando em prol da paz e reconciliação duradouras e de uma resolução para as questões subjacentes”, pediram. 

“Asseguramos ao povo do Cazaquistão nossas orações sinceras neste momento”, compartilharam.

O que está acontecendo no Cazaquistão?

De acordo com notícias do Uol, os protestos começaram em oposição ao aumento no preço dos combustíveis, principalmente do gás GLP.

Porém, as manifestações se espalharam e passaram a refletir outras insatisfações da população com a política e o governo. A violência cresceu rapidamente em várias regiões do país tomando proporções incontroláveis.

Em vários lugares foi declarado estado de emergência, enquanto milhares de pessoas continuavam a tomar as ruas. A internet ficou fora do ar em muitas cidades, segundo relatos de moradores. 

O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, prometeu abaixar o preço dos combustíveis para “garantir a estabilidade no país”. Mas manifestantes responderam com a invasão do gabinete do prefeito de Almaty, incendiando o local. 

Tokayev aponta que a instabilidade é causada por “gangues terroristas” treinadas no exterior. Em meio à turbulência vivida no país, o governo cazaque pediu ajuda à Rússia para controlar a situação. Moscou disse que está enviando mais de 3 mil soldados para a nação vizinha. 

Em novembro, o presidente Vladimir Putin chegou a deslocar mais de 100 mil soldados para a fronteira com a Ucrânia. 

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