Ex-detento volta à prisão para pregar a outros presos

Joymir Guimarães coordena iniciativa que busca ressocializar detentos por meio de projeto de leitura e reflexões bíblicas.

Fonte: Guiame, com informações do Notícias AdventistaAtualizado: sexta-feira, 27 de maio de 2022 12:50
Ex-presidiário, Joymir leva esperança a detentos. (Foto: Arquivo pessoal)
Ex-presidiário, Joymir leva esperança a detentos. (Foto: Arquivo pessoal)

O Ministério Carcerário da Igreja Adventista do Sétimo Dia atende mais de 16 mil detentos em Brasília e entorno. O objetivo do grupo é ajudar no processo de ressocialização dos detentos e na redução das taxas de reincidência no crime

Coordenador da iniciativa, Joymir Guimarães é um ex-detento. Preso no complexo penitenciário da Papuda, no Distrito Federal e um dos maiores do Brasil, teve sua vida transformada ainda na cadeia por ações semelhantes realizadas pelo projeto que hoje coordena.

As ações do Ministério auxiliam na recuperação dos dependentes químicos, dá suporte aos familiares e incentiva a cultura por meio de uma ação intitulada “Página Virada”, explica Joymir.

A mudança de vida de Joymir foi o motivo que o fez levar esperança a outros presidiários. Anos depois, voltou ao complexo e foi o primeiro ex-presidiário autorizado a levar alento aos detentos por meio de mensagens bíblicas.

“A espiritualidade tem grande importância na reinserção e na ressocialização de quem sai de uma cadeia. Eu estava lá, jogado às traças, esquecido. A Igreja acreditou em mim e isso foi de extrema importância para minha ressocialização. Agora voltei para ajudar outros”, conta, emocionado.

Leitura para reduzir pena

Em parceria com o Ministério Público do Trabalho e a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, o Ministério Carcerário propõe estimular a leitura dos detentos. Em troca, eles têm a possibilidade de reduzir a pena.

O Ministério Carcerário tem transformado a vida de centenas de presos. (Foto: Divulgação)

Por ano, o máximo possível de pena reduzida por meio da leitura equivale a 48 dias. No final do projeto, são realizadas avaliações das redações produzidas e as três melhores são premiadas.

“Ficamos muitos felizes com o resultado. O interessante, também, é como aplicamos as histórias do livro ao nosso dia a dia. Falamos sobre como sair da vida do crime, o que devemos fazer, quais são os caminhos, quais são as diretrizes. Os detentos passam a ter uma nova visão de vida e comentam que nunca haviam pensado desta maneira”, detalha Joymir.

As ações contam com dezenas de voluntários, entre pastores, capelães, advogados e psicólogos. Cada profissional auxilia de forma específica. Durante as visitas, os voluntários conversam com os detentos e utilizam histórias da Bíblia para proporcionar momentos de reflexão e mudança na vida deles.

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