“Fui tratada como criminosa”, diz pastora multada por fazer culto com sem-teto na pandemia

Dez meses depois, a justiça decidiu a favor de Chizumie Dyer e ordenou que o governo pagasse seus honorários advocatícios.

Fonte: Guiame, com informações de CBN NewsAtualizado: terça-feira, 28 de dezembro de 2021 17:52
Pastora Chizumie Dyer. (Foto: Captura de tela/YouTube Christian Concern)
Pastora Chizumie Dyer. (Foto: Captura de tela/YouTube Christian Concern)

Uma pastora do Reino Unido, Chizumie Dyer, disse que alimentou e evangelizou pessoas sem-teto durante a pandemia e que, por isso, foi tratada com uma criminosa pelas autoridades do país.

Em fevereiro deste ano, ela recebeu uma multa de 21 mil dólares, por compartilhar o Evangelho em alguns dos bairros mais difíceis de Nottingham, durante a imposição das regras estabelecidas por conta da Covid-19. 

Os advogados do Christian Legal Center (CLC) relataram que, no início deste mês, o Tribunal de Magistrados de Nottingham decidiu a favor da pastora e ordenou que o governo pagasse seus honorários advocatícios.

Justiça feita

Chizumie Dyer agora pode comemorar essa vitória, depois de ter sido severamente punida por realizar uma reunião ao ar livre, representando a igreja para os sem-teto no Reino Unido. 

“Sinto-me aliviada. Estou emocionada”, disse Dyer à BBC News. “Estar livre do tribunal é uma grande sensação de alívio. Estivemos na brecha pelos mais vulneráveis ​​quando ninguém mais podia fazer nada”, explicou.

“Estávamos diante de pessoas que precisavam urgentemente do nosso apoio e alguns até disseram que nós tínhamos impedido que eles cometessem suicídio”, revelou.

Assista:

Sobre o culto ao ar livre

Quase 30 moradores de rua participaram de seu culto ao ar livre em fevereiro, onde cantaram, adoraram e desfrutaram de uma refeição quente juntos, de acordo com a CLC.

“Mesmo a pastora Dyer seguindo todas as orientações exigidas enquanto eles se reuniam, o oficial comandante denunciou o culto aos seus superiores, e eles o rotularam como uma reunião ilegal”, disse um dos advogados.

Ele contou que os policiais instruíram para que fossem para o estacionamento da igreja e que todos obedeceram, mas mesmo assim, houve punição. 

“Estamos chegando aos sem-teto, viciados em drogas e tratá-los como criminosos foi absolutamente devastador. Fiquei desapontada com a polícia, pois nosso objetivo nunca foi ir contra as regras”, afirmou a pastora. 

No final das contas, Dyer tem esperança de que seu caso demonstre o importante papel que o ministério de rua tem entre os desfavorecidos. “Espero que minha história possa mostrar às pessoas o papel vital que o ministério cristão de rua desempenha em nosso país”, concluiu. 

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