Homem doa parte de seu fígado para salvar amigo: “Orei e senti que era o certo a fazer”

Os dois não se viam há décadas e tiveram um reencontro durante uma viagem. Richard estava doente e Steven decidiu ajudá-lo a viver mais.

Fonte: Guiame, com informações de NBC NewsAtualizado: sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022 15:37
Richard Koonce e Steven Robinson. (Foto: Reprodução/NBC News/Cortesia de Richard Koonce
Richard Koonce e Steven Robinson. (Foto: Reprodução/NBC News/Cortesia de Richard Koonce

Steven Robinson e Richard Koonce foram amigos de quarto nos tempos de faculdade. Os dois não se viam há 21 anos. Certo dia, durante uma viagem em Detroit, eles se reencontraram.

Steven percebeu que Richard havia perdido bastante peso e ficou surpreso. O amigo então explicou que estava lutando contra uma doença hepática rara, desde 2019. Mas, Richard não havia planejado contar sobre seu estado de saúde delicado. 

Steven demonstrou interesse e fez várias perguntas, até descobrir que o amigo precisava de um doador vivo para um transplante. O fígado é o único órgão do corpo que pode desenvolver células para se regenerar e voltar a crescer, mesmo quando uma parte dele é cortada.  

“Somente um homem especial faria algo assim”

Steven se ofereceu para ser o doador, esperando poder prolongar a vida do amigo. Os dois promoveram um encontro entre as famílias, unindo as esposas e os filhos. Todos estavam de acordo com a decisão dele. 

A própria esposa de Richard e a filha se ofereceram também como doadoras, porém só Steven tinha o sangue compatível. “Somente um homem especial seria capaz de fazer algo assim”, disse Richard achando o amigo generoso.

Steven, por outro lado, disse que via por outro ângulo. “É algo espiritual. Sempre tive amor de irmão por você e pude ver que não estava bem através de seus olhos”, disse ao revelar que havia voltado para a igreja dois anos antes da pandemia.

E, durante a pandemia, Steven travou muitas batalhas espirituais, além de ter perdido o pai com Covid-19. 

Sobre a decisão de ser um doador

“Houve muita oração e acredito que foi a coisa certa a fazer”, disse Steven. De acordo com a médica Velma Scantlebury, do hospital onde a cirurgia foi realizada, a fila de espera para conseguir órgão de uma pessoa falecida pode demorar de 5 a 7 anos.

No caso de Richard, esse tempo de espera o levaria à morte. Tudo correu bem durante a cirurgia. Steven, o doador, ficará em recuperação entre 6 e 8 semanas. Richard levará cerca de 6 meses para poder voltar à vida normal. 

Conforme os médicos, como em qualquer cirurgia dessa magnitude, podem surgir complicações, principalmente do lado do receptor. Ainda assim, “há uma taxa de sucesso muito alta para esta cirurgia”, disse Scantlebury, que realizou mais de 2 mil transplantes ao longo de sua carreira na medicina. 

“Geralmente dizemos às pessoas: Seu risco de morrer não é maior do que a qualidade de vida que você poderá ter daqui para frente”, explicou o médico. “Nós estamos deixando essa decisão com Deus”, concluiu Steven.

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