Mãe perdoa muçulmanos que mataram seu filho: "Oro para que sejam tocados por Deus"

Hanan sobreviveu a um ataque de muçulmanos, mas viu seu filho morrer por não negar a Jesus.

fonte: Guiame, com informações do Portas Abertas

Atualizado: Quarta-feira, 28 Fevereiro de 2018 as 9:42

Quando tem saudades, Hanan visita uma parede cheia de fotos do filho. (Foto: Reprodução).
Quando tem saudades, Hanan visita uma parede cheia de fotos do filho. (Foto: Reprodução).

Hanan é uma das sobreviventes de um ataque que ficou bastante conhecido no ano passado. Além de duas crianças, outras 28 pessoas morreram em um atentado contra um ônibus que levava cristãos a um local de adoração em Minia, no Egito, no dia 26 de maio de 2017.

Apesar de ter sobrevivido, Hanan viu seu filho morrer nas mãos dos muçulmanos. O motivo? Ele não negou a Cristo. Ela ainda presenciou a morte de outros membros da família. A cristã mora na cidade rural egípcia de Beni Suef, onde ela e o marido trabalham com uma pequena loja de alimentos para gado.

Quando sente saudades de seu filho, Sameh, ela não esconde. Vai até uma parede em sua casa está toda coberta com fotos dele. Hanan anda em direção a ela para beijar a última foto, uma selfie tirada no dia em que perdeu o rapaz.

“Eu vi alguns homens com roupas militares, mas pensei que estavam lá para proteger o local. Mas quando chegaram na rua do mosteiro, os homens vestidos como militares dispararam contra as rodas do ônibus e invadiram o veículo”, disse Hanan lembrando do ataque.

Mas, Hanan ainda sente dificuldades em relembrar do momento.  “Meu genro estava sentado na frente do ônibus. Eles se voltaram para ele primeiro e pediram que ele se convertesse ao islã. Mas meu genro mostrou a tatuagem de uma cruz em seu pulso e disse: ‘Não, não vou. Eu sou cristão’. Então foi baleado”.

Todos os homens cristãos foram interrogados pelos terroristas. Um a um, eles tiveram de fazer uma escola: negar a fé ou morrer. Em um determinado momento, os atacantes perguntaram a Sameh se ele negaria a Cristo. De seu lugar na parte de trás do ônibus, Hanan viu a cena. Sameh também ergueu o pulso mostrando a tatuagem de cruz e Hanan testemunhou as últimas palavras do filho: “Não, eu sou cristão”.

“Como mãe, estou profundamente triste porque perdi meu filho. Mas fico feliz por ter testemunhado a fé em que o criei. Agradeço por ele não ter negado a Cristo mesmo com a vida em perigo. Ele fez a escolha certa, e isso tem sido um grande conforto para mim”, ressalta Hanan com emoção nos olhos.

Conforto divino

As mulheres não foram dispensadas da crueldade. Os terroristas gritaram insultos para elas e pegaram todas as suas jóias. Foi quando agarraram seu neto, Mina. “Eles disseram que matariam Mina se as mulheres no ônibus não fossem com eles. Mas então os terroristas viram um caminhão picape com trabalhadores se aproximando”, conta.

“Eles deixaram Mina e caminharam em direção à picape para mais uma rodada de mortes. Ainda agradeço a Deus que impediu as garotas de serem levadas. Os homens teriam abusado delas terrivelmente”, diz Hanan.

E cristã sobreviveu ao ataque com uma lesão grave no braço, causada pelo tiroteio dos terroristas. “Sem o conforto de Deus, eu ficaria louca”. Hanan sente todos os dias a falta do filho. Mas sabe que ele está nos braços do Pai. E diz que se tivesse a escolha entre Jesus ou a vida, certamente faria o mesmo.

“Se eu encontrar os atacantes do meu filho e eles me matarem pela minha fé, eu ficaria feliz. Então eu me unirei ao meu filho no céu. Porém, mais do que isso, oro para que eles sejam tocados por Deus e mudem seus caminhos”, finalizou.

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