Mais de 600 mil pessoas fugiram da violência islâmica na República Centro-Africana, em 2017

Boa parte dos deslocados são cristãos que acabam tendo que fugir da violência de várias facções islâmicas.

fonte: Guiame, com informações do Portas Abertas

Atualizado: Quarta-feira, 7 Março de 2018 as 10:20

O governo local se encontra incapaz de impedir e interromper as atrocidades realizadas contra os cristãos. (Foto: Reprodução).
O governo local se encontra incapaz de impedir e interromper as atrocidades realizadas contra os cristãos. (Foto: Reprodução).

Um dado considerado alarmante foi divulgado pelo centro de notícias da ONU. De acordo com a entidade, o número de pessoas que fugiram da brava violência na República Centro-Africana chegou ao nível mais alto, desde a eclosão da guerra civil, há cinco anos.

Vale ressaltar que boa parte dos deslocados são cristãos que acabam tendo que fugir da violência de várias facções do Séléka, um grupo militante formado majoritariamente por combatentes muçulmanos.

Ainda de acordo com a nota de imprensa da ONU, os dados de 2017 informam que 688.700 pessoas foram deslocadas internamente. Esse número representa 60% a mais que em 2016.

Além disso, um total de 542.380 refugiados foram registrados nos países vizinhos, caracterizando um aumento de 12% em relação a 2016.

Inerte

É visível que o governo permanece em um estado de incapacidade para impedir e interromper as atrocidades realizadas contra os cristãos.

“Apesar de a ONU ter ajudado o governo a estabelecer um tribunal especial para fazer justiça aos que realizam crimes de guerra, as milícias continuam a assolar o país”, afirma um analista de perseguição da Portas Abertas.

Ele ainda salienta: “A violência criou um ambiente de intimidação crescente para os cristãos em muitas partes do país”. A República Centro-Africana é um país que ocupa a 35ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018.

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