Pastor é processado por pregar que o islamismo não é bíblico

Após o sermão, onde o pastor disse que a religião muçulmana é "satânica", a polícia foi acionada para investigar McConnell por cometer crime de ódio.

Fonte: Guiame, com informações de WNDAtualizado: segunda-feira, 22 de junho de 2015 20:26
James McConnell, pastor da igreja Whitewell Metropolitan Tabernacle, em Belfast, capital da Irlanda do Norte.
James McConnell, pastor da igreja Whitewell Metropolitan Tabernacle, em Belfast, capital da Irlanda do Norte.

 

Um pastor irlandês de 79 anos está enfrentando um processo judicial por chamar a religião muçulmana de "satânica" em uma de suas pregações de maio.

James McConnell, pastor da igreja Whitewell Metropolitan Tabernacle, em Belfast, capital da Irlanda do Norte, relatou que "a religião muçulmana foi criada centenas de anos depois de Cristo", o que significa que não é uma doutrina pioneira, como acreditam os islâmicos.

"Maomé, o profeta islâmico, nasceu por volta do ano 570 d.C, mas os muçulmanos acreditam que o islã é a religião verdadeira. Agora as pessoas dizem que há bons muçulmanos na Grã-Bretanha. Isso pode ser verdade, mas eu não confio neles", disse McConnell

O pastor também falou das diferenças entre o islã e o cristianismo. "As ideias do islã sobre Deus, sobre a humanidade e sobre a salvação são muito diferentes a partir do ensino das Escrituras Sagradas. O islã é pagão. O islã é satânico. O islã é uma doutrina gerada no inferno."

Após o sermão, a polícia foi acionada para investigar McConnell por cometer crime de ódio. 

Depois da polêmica pregação, McConnell se afastou do púlpito, mas se recusa a recuar em seus comentários. "A polícia tentou calar a minha boca e me dizer o que pregar. Isso é ridículo. Eu acredito na liberdade de expressão. Eu vou continuar pregando o Evangelho. Não tenho nada contra os muçulmanos, eu nunca odiei muçulmanos, eu nunca odiei ninguém. Mas eu sou contra o que os muçulmanos acreditam."

O caso de McConnell está em pauta no tribunal – e não é a primeira vez que um cristão enfrenta acusações na Irlanda do Norte por causa de sua fé. A confeitaria Ashers Baking foi condenada por discriminação ao se recusar a fazer um bolo com uma mensagem "gay" a favor do casamento.

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