Pastor indiano salta de carro em movimento para escapar de execução por radicais hindus

O pastor Jayaseelan Natarajan foi espancado por cerca de 20 extremistas e depois levado para execução.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Sábado, 30 Junho de 2018 as 9:46

O pastor foi atacado por 20 hindus radicais. (Foto: Morning Star News).
O pastor foi atacado por 20 hindus radicais. (Foto: Morning Star News).

Um pastor do estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, tentou escapar de um grupo radical hindu que tentou executá-lo. Ele teve de saltar de um veículo em movimento depois de ser atacado. Seu filho também chegou a ser alvo dos ataques extremistas. A polícia se recusou a apresentar acusações contra os agressores.

O pastor Jayaseelan Natarajan e seu filho, que vem tentando há anos construir uma igreja no distrito de Karur, foram atacados no dia 20 de junho no local da construção da igreja, na área Thozilpettai. O grupo se opôs ao desejo do pastor, de construir uma casa para receber a congregação.

A Morning Star News relata que o pastor e seu filho foram atacados por cerca de 20 hindus. Sabe-se que eles podem estar associados ao grupo nacionalista hindu Rashtriya Swayamsevak Sangh, depois que eles foram acusados ​​de administrar um bordel.

Um incidente ocorreu pela primeira vez no dia 18 de junho, quando o filho de Natarajan, Samuel, foi ao complexo da igreja para regar flores. Ele foi recebido por um dono de loja de bebidas hindu e um outro grupo. Eles o interrogaram sobre um mulher que eles acreditavam estar no complexo da igreja.

Depois que eles entenderam que não havia mulher, o dono da loja, chamado Kumar, ameaçou matar Samuel e seu pai. Dois dias depois, o grupo hindu voltou e atacou Natarajan e sua família.

"Kumar nos viu e sinalizou. Imediatamente uma multidão de 20 pessoas invadiu o complexo", disse Natarajan ao Morning Star News. "Perguntamos o que estava errado e por que eles estavam entrando nas instalações. Eles não prestaram atenção, pegaram vasos de flores e os esmagaram".

Segundo o site, Samuel foi atingido por um bastão de madeira, mas conseguiu escapar. No entanto, o pastor Natarajan não teve tanta sorte. "Eles me perseguiram e me bateram muito", disse ele.

Embora Natarajan tenha chamado uma ambulância, os próprios agressores enviaram uma outra ambulância dizendo aos médicos que ninguém estava ferido. Apesar de Natarajan ter conseguido alcançar a ambulância, os médicos se recusaram a levá-lo.

"Eu andei mancando e sangrando pela rua e implorei para a ambulância parar. Eu disse ao motorista quem eu era, mas ele me disse que só deveria pegar as pessoas do endereço que havia sido mencionado", disse Natarajan.

O pastor conseguiu continuar andando até ser visto por um amigo de Kumar, um advogado conhecido como Gobi. "Ele primeiro me bateu e depois me puxou com força para dentro de seu carro", afirmou.

"Ele ordenou ao motorista que nos levasse a um lugar desolado e disse que eu deveria ser morto naquele local. Pela graça de Deus, depois de viajar cerca de um quilômetro, havia uma rotatória e disjuntores de velocidade na estrada, e o motorista desacelerou o carro. Eu silenciosamente soltei a porta do carro e pulei rapidamente", explicou.

No entanto, Gobi supostamente parou o carro e, em seguida, pegou o pastor pelo colarinho e levou-o para uma delegacia de polícia que estava a apenas alguns metros de distância. Gobi acusou Natarajan de administrar um bordel e de estar envolvido em adultério, de acordo com a Morning Star News.

A polícia enviou Natarajan para um hospital para se recuperar e recebeu sua declaração oficial no dia seguinte. No entanto, o pastor diz que a polícia se recusou a retirar informações relacionadas à ameaça de morte contra ele e ao fato de que Gobi, que tem poderosas conexões políticas, o sequestrou e forçou-o a entrar no carro.

"Ele simplesmente escreveu uma nota curta que Kumar e uma turma de 15 a 20 criminosos me atacaram", disse o pastor Natarajan. "Quando perguntei por que ele não queria levar minha queixa contra Gobi, ele me ameaçou e disse que haveria uma contra-reclamação contra mim se ele registrasse o nome de Gobi".

Ranjendran Ramasamy, advogado de Natarajan, disse ao Morning Star News que nenhuma ação policial foi tomada contra os atacantes hindus uma semana após o ataque ter ocorrido.

"A polícia se recusou a registrar um BO (Boletim de Ocorrência) baseado na queixa do pastor Natarajan", disse ele. "Isso mostra o quão politicamente poderosos os atacantes são, que até mesmo a polícia não pode nomeá-los em um BO", disse o advogado.

Em maio, o proeminente líder hindu Om Swami Maharaj expressamente advertiu os cristãos na Índia a "deixarem agora" o país ou eles serão expulsos à força.

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