Adolescente é atacado por ler a Bíblia em escola nos EUA e pais entram com processo

Nicolas Ortiz, de 14 anos, foi chamado de ignorante por professor e teve sua Bíblia rasgada pelos colegas.

Fonte: Guiame, com informações do The Christian Post Atualizado: sexta-feira, 4 de março de 2022 15:22
Nicolas Ortiz, de 14 anos, teve sua Bíblia rasgada pelos colegas. (Foto: Imagem ilustrativa/Unsplash/Priscila Du Preez).
Nicolas Ortiz, de 14 anos, teve sua Bíblia rasgada pelos colegas. (Foto: Imagem ilustrativa/Unsplash/Priscila Du Preez).

Um adolescente cristão de 14 anos, nos Estados Unidos, sofreu bullying por ler a Bíblia durante o intervalo na escola, em uma série de ataques e intimidações de colegas e professores por causa de sua fé.  

Agora, os pais de Nicholas Ortiz entraram com uma ação na justiça contra a escola pública Mater Academic Cutler Bay, em Hialeah Garden, “buscando danos significativos porque a escola destruiu a experiência educacional do estudante”.

De acordo com a denúncia, Nicholas entrou na Mater Academic em 2018 e permaneceu até janeiro de 2022. Durante seu tempo na escola, ele costumava levar sua Bíblia para ler no seu tempo livre, porém muitos colegas, funcionários e administradores do colégio não gostaram de sua prática de fé.

O processo aberto pelos pais de Nicholas relata diversos incidentes de intolerância religiosa contra o adolescente e denuncia que, mesmo sendo informada sobre o bullying, a direção da escola não tomou nenhuma ação.

“Durante um debate em sala de aula no outono de 2021, o professor de ciências de Nicholas, Sr. Ardieta, destacou ele na frente de seus colegas e o questionou por acreditar em Deus. O Sr. Ardieta insinuou que Nicholas era ignorante por acreditar na Bíblia”, afirmou o processo. 

“Quando Nicholas tentou defender suas crenças, o Sr. Ardieta o interrompeu e disse, na frente da classe que Nicholas não deveria acreditar na Bíblia”. 

O estudante cristão passou a ouvir com frequência comentários depreciativos sobre sua fé. “Estudantes ameaçaram machucar Nicholas, em público e em privado, tanto em geral quanto por causa de sua fé”, revela o processo.

A mãe de Nicholas, Lourdes Ortiz, entrou em contato com a escola por diversos e-mails, reclamando das ações de bullying contra o filho, mas, segundo Lourdes, nada foi feito e a direção não investigou o caso.

Em setembro de 2019, alguns colegas tomaram a Bíblia de Nicholas e a vandalizaram. “Um grupo de alunos pegou a Bíblia enquanto ele a lia durante seu tempo livre na escola. E começaram a jogar o livro de um lado para o outro e depois arrancaram as páginas, zombando e ridicularizando Nicholas por sua fé”, afirma a ação judicial.

Após essa episódio, o vice-diretor da escola proibiu o adolescente cristão de levar sua Bíblia para o colégio. “Em vez de tomar as medidas necessárias para garantir que Nicholas estivesse livre para ler sua Bíblia na escola durante o período não-instrucional, a solução da escola foi privar Nicholas de seu direito constitucional de ler sua Bíblia”, reclamou o processo.

Acusado falsamente 

Em dezembro de 2021, dois alunos espalharam falsas alegações sobre Nicholas, afirmando que, no passado, ele havia feito ameaças de tiroteio em escolas. As declarações difamatórias levaram até o Departamento de Segurança Interna dos EUA a revistar a casa da família e a investigar o caso, concluindo que as acusações eram falsas.

Logo depois, Nicholas foi suspenso na escola por 10 dias. “Os documentos de suspensão acusam Nicholas de vários crimes. As declarações são falsas e difamatórias. Ele nunca disse que ia atirar em uma criança ou atirar na escola. As declarações da escola foram feitas com a intenção expressa de prejudicar a reputação de Nicholas”, afirmou o processo.

“Os estudantes que espalharam as falsas acusações contra o Sr. Ortiz nunca foram punidos de forma alguma. Apenas o Sr. Ortiz foi suspenso, sem o devido processo e sem motivo válido”, observou Matthew Sarelson, sócio do Dhillon Law Group, que representa o adolescente.

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