Cientista conta que teve chamado missionário aos 10 anos: "Me comprometi 100%"

Ken Ham é o criador da réplica em tamanho natural da Arca de Noé, inaugurada em 2016, nos Estados Unidos.

fonte: Guiame, com informações do Faithwire

Atualizado: Sexta-feira, 8 Março de 2019 as 4:13

Ken Ham e ao fundo réplica em tamanho natural da Arca da Aliança. (Foto: Reprodução/YouTube)
Ken Ham e ao fundo réplica em tamanho natural da Arca da Aliança. (Foto: Reprodução/YouTube)

Cientista criacionista Ken Ham é o nome por trás da The Ark Encounter, uma réplica de arca de Noé em tamanho real, localizada em Williamstown, Kentucky, inaugurada em 2016. Ham diz que desde criança sentiu o chamado missionário para trabalhar pela fé cristã e o aceitou 100%.

Presidente da Answers in Genesis, Ken Ham conta que apesar de ter crescido na Austrália — um país que descreveu como “muito secular” , teve uma criação firmemente enraizada no evangelho cristão.

“Eu tinha pais que acreditavam na palavra de Deus — que se apoiava na palavra de Deus”, disse o apologista recentemente ao The Pure Flix Insider, observando que seu pai “sempre olhava para o que os críticos liberais diziam”, porque queria ter certeza se teria respostas bem pensadas.

Ele conta que seu pai e mãe o ensinaram a palavra de Deus levando em conta deveria ter respostas para o que os céticos e o que os críticos falavam contra fé na palavra de Deus.

Ham disse que sentiu um chamado ao ministério cristão muito jovem. Na verdade, tudo começou quando ele tinha 10 anos e um missionário chegou com um desafio para sua família.

Ele perguntou se as crianças queriam se comprometer a ir onde quer que Deus quisesse levá-las.  Ham conta que aceitou de bom grado, sabendo a partir daquele momento ele dedicaria sua vida a espalhar a verdade bíblica. “Eu estava me comprometendo a ser um missionário para o Senhor 100 por cento”, conta.

Outro desafio

Quando cresceu, Ham se tornou professor de ciências e começou a trabalhar em escolas australianas. Mas um momento chave em sua jornada veio depois que dois estudantes fizeram alguns comentários sobre a Bíblia  críticas que o deixaram se sentindo compelido a corrigir alguns erros educacionais.

“Um dos alunos disse: 'Como você pode ser cristão quando sabe que a Bíblia não é verdadeira?'”. E Ham o respondeu: “Como você sabe que a Bíblia não é verdadeira?”

O estudante retrucou dizendo que seus livros didáticos deixavam claro que a evolução é a verdade e, portanto, a Bíblia não pode ser válida. Então, outro estudante disse que a Bíblia não poderia ser verdadeira, pois parecia implausível que Noé pudesse encaixar todos os animais na arca.

Ham conta que essas alegações o deixaram “profundamente perturbado”.

“Eu sentia um fardo real que acredito ter vindo do Senhor, um fogo em meus ossos”, disse ele, lembrando que começou a se perguntar: “Por que não podemos ter um museu de criação, que ensine sobre criação, não evolução?”

Por causa dessa conversa, Ham começou a ensinar sobre criacionismo em toda a Austrália e depois nos EUA nos anos 80, depois que ele e a esposa se mudaram para a América como missionários, em 1987, presumindo que eventualmente retornariam à Austrália em alguns anos.

Passados mais de 30 anos, Ham ainda está na América e se tornou uma das vozes criacionistas mais proeminentes da nação. Seu Ark Encounter and Creation Museum são duas das maiores atrações temáticas cristãs do mundo.

Ham disse que uma das perguntas mais frequentes que ele defendeu é: “Como pode Noé encaixar os animais na arca?”

Através do Ark Encounter, a maior estrutura de madeira do mundo construída com as dimensões exatas descritas na Bíblia, Ham conta que está respondendo a essa curiosidade, mostrando ao público por que ele acredita que o relato bíblico é inteiramente preciso.

“É incrível pensar que Deus até nos permitiria esse privilégio e oportunidade de compartilhar o evangelho dessa maneira”, disse ele. “Nós só podemos agradecemos a Ele.”

De 17 a 21 de abril Ham participará da conferência Atering Answering no Ark Encounter, centrada na Páscoa e incluirá palestrantes famosos, como o apologista Ray Comfort.

“Não só precisamos alcançar ateus, mas precisamos equipar as pessoas para saber como alcançar os ateus”, disse Ham. “Eles precisam saber como falar com as pessoas. Eles precisam ter respostas."

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