Cristãos criticam ‘Vila Sésamo’ após série infantil apoiar Mês do Orgulho LGBT

Após a atração associar os personagens ao movimento LGBT, líderes cristãos criticaram a ação e questionaram a exposição de crianças a pautas ligadas à sexualidade.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian PostAtualizado: sexta-feira, 5 de junho de 2026 às 15:05
Os personagens do programa. (Foto: Reprodução/Facebook/Sesame Street)
Os personagens do programa. (Foto: Reprodução/Facebook/Sesame Street)

Cristãos criticaram a série infantil americana “Vila Sésamo” após o programa manifestar apoio ao Mês do Orgulho LGBT em suas redes sociais. 

Na última segunda-feira (1º), a atração publicou uma mensagem em apoio ao Mês do Orgulho LGBT, celebrado em junho nos Estados Unidos, e compartilhou uma imagem associando os personagens às cores do arco-íris, símbolo do movimento. 

“Feliz Mês do Orgulho da Vila Sésamo! Junte-se a nós para celebrar e apoiar os membros LGBT da nossa comunidade”, compartilharam.

Críticas nas redes sociais

Voltada principalmente para crianças pequenas, a série gerou críticas entre líderes evangélicos e grupos conservadores nos Estados Unidos. A organização Turning Point USA também criticou a ação do programa e destacou:

“Este é literalmente um programa feito para crianças”, escreveu a TPUSA no X. 

O pastor Josh Howerton, líder da Igreja Lakepointe, em Rockwall, no Texas, também questionou a Vila Sésamo por “promover estilos de vida sexuais para crianças”.

“Pessoal, não existe universo em que faça sentido enviar mensagens para crianças sobre desejos sexuais, independentemente da visão de mundo. Parem e pensem no que vocês estão fazendo”, afirmou o pastor no X.

“Meu Deus! Com certeza não deixarei meu neto assistir à Vila Sésamo quando ele vier me visitar”, disse uma avó.

E um cristão acrescentou: “Isso é demoníaco! Satanás sempre ataca os mais vulneráveis”.

A Vila Sésamo tem manifestado apoio ao movimento LGBT há vários anos por meio de publicações e alguns episódios. 

Em 2021, a atração apresentou um episódio que incluía um casal formado por dois homens e sua filha adotiva. Já em 2023, a atriz Ariana DeBose, vencedora do Oscar e integrante da comunidade LGBT, participou do programa durante as celebrações do Mês do Orgulho. 

A repercussão do caso acontece em meio a mudanças na opinião pública americana sobre o apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo no país. 

Segundo uma pesquisa recente de Valores e Crenças da Gallup, o apoio ao casamento LGBT caiu seis pontos percentuais em relação ao pico de 2022 e 2023. Além disso, 62%  dos entrevistados consideram os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo morais — o menor índice desde 2016.

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